quarta-feira, 7 de outubro de 2026

FALB comemorou 50 anos de sua sede histórica e 21 da FALASP

 

Federação das Academias de Letras do Brasil iniciando a celebração dos seus 90 anos de culto ao academicismo comemorou 50 anos de sua sede histórica

 

“A insígnia da Federação das Academias de Letras do Brasil é um alerta para nós: Non ut laudemur, sed ut prosimus. Louvores não bastam; devemos escrever para transmitir em nossos escritos aquilo de que somos capazes para o aprimoramento da civilização e o império da Felicidade. É a felicidade que nos faz irmãos e nos ajuda a convivermos acima das dificuldades e dos males que cada vez mais aniquilam a Beleza e a Grandeza da Vida terrena (F. Silva Nobre)”.


A Federação das Academias de Letras do Brasil, dita FALB, entidade de Utilidade Pública pelo Decreto Federal nº 1670, de 24/05/1937, nasceu do primeiro Congresso de Academias de Letras e Sociedades Literárias acontecido no país em 1936. O mesmo foi organizado pela Academia Carioca de Letras, que tinha apenas cinco anos de existência com essa denominação. Na sede histórica da FALB, cognominada de ‘Casa de Afonso Costa’ e que funciona no terceiro andar do Edifício Pedro Calmon do IHGB (antigo Syllogeu Brazileiro), a Diretoria ainda ativa da FALASP – Federação das Academias de Letras e Artes do Estado de São Paulo, que comemorou 21 anos de fundação em 2025, se reuniu para o lançamento do Volume 95 da Revista das Academias de Letras, editado pela IXTLAN e coordenado por seu presidente, o escritor e jornalista Thiago de Menezes (na foto com a advogada e que já exerceu a função de Juíza de Paz e de Lugar Tenente na Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém, Ísis Penido, assim como ele, integrante do rol de Comendadores da ANCEC há mais de dez anos).


Estiveram presentes, entre outros, acadêmicas da “ABLAP - Academia Brasileira de Letras e Artes Pela Paz”, que na sede da FALB têm realizadas variadas atividades culturais, como palestras, sessões de posses e saraus, à cargo da presidente eleita, acadêmica Suely Saad, também titular efetiva da Academia Brasileira de Trova – ABT  e membro correspondente da FALB. Entre outros, se fez notar a presença e participação ativa e constante do acadêmico da AML - Academia Madureirense de Letras e da AILA – Academia Irajaense de Letras e Artes (entidade outorgante dos Diplomas ‘Conde de Irajá’ e ‘Embaixador da Cultura’, honrarias instituídas para homenagear personalidades do universo cultural), Erinaldo dos Santos. Entre os que ocuparam o púlpito para discursarem, destacou-se as palavras positivas da vice presidente da FALB e da ACLERJ – Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro (entidade de Utilidade Pública Estadual pela LEI nº 1405, de 08 de dezembro de 1988, decretada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), acadêmica Dra. Ana Cristina Campelo de Lemos Santos, que entre outros atos no ano de 2025, representou as Arcádias perante o acadêmico Milton Cunha, presidente da Academia Brasileira de Artes Carnavalescas, inaugurada em 2024, conforme consta de texto na referida Revista das Academias.

Historicamente, a acadêmica Dra. Ana Cristina Campelo de Lemos Santos é a quarta mulher a ocupar a Vice-Presidência da Federação das Academias de Letras do Brasil. A filósofa Yeda Octaviano (1926 – 2007) foi a primeira mulher a ocupar a Vice-Presidência da FALB e a continuadora da obra de Emília Thereza Alvares Ribeiro, iniciadora da ADABL – Associação dos Diplomados da Academia Brasileira de Letras, em 1963. A trovadora, sonetista e agitadora cultural Drª Messody Ramiro Benoliel (1933-2022), foi a segunda mulher a ocupar o cargo de vice-presidente da Federação das Academias de Letras do Brasil – no Biênio 1998/1999, sucedida por Ana Helena Ribeiro Soares, no Biênio 2002/2003 -, sendo também a primeira mulher a ocupar a presidência da Academia Brasileira de Trova. Na ocasião de seu ingresso na presidência, a acadêmica Messody fez um grande esforço para começar a restaurar a história e a Nominata geral acadêmica da ABT. A filósofa, trovadora e oradora oficial da ABT, Drª Ricardina Yone (1925-2022), que também ocupava a presidência da Sociedade Brasileira de Filosofia, também ocupou várias posições em cargos de Diretoria em decênios na FALB, tendo estado na mesma até seus últimos dias, quando ainda dirigia a Academia Brasileira de Literatura – ABDL.

 Fundada em 1937, quando o presidente da Federação das Academias de Letras do Brasil era o gaúcho General Souza Docca, a Revista das Academias de Letras venceu inúmeros desafios para chegar até a década de 2000. O presente Volume 95, prioritariamente dedicado ao resgate do legado histórico de sua sala e sede própria, reduto de valorosos intelectuais de outrora, no portentoso e mais que cinquentenário prédio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, edificado em substituição ao velho Syllogeu Brazileiro, sede de gloriosas e brilhantes campanhas do pensamento e da ciência do Brasil.

O primeiro movimento oficial para a construção do novo edifício do IHGB, foi feito em 1952, pelo Deputado José Augusto Bezerra de Medeiros (delegado da ‘Academia Norte-rio-grandense de Letras’ na FALB), ao apresentar na Câmara de Deputados um projeto de lei cedendo ao Instituto o terreno em que foi edificado o palacete do Silogeu e concedendo o auxílio de 5 milhões de cruzeiros para as obras. Em contrapartida, o IHGB deveria providenciar um recuo das instalações no terreno cedido, permitindo assim o alargamento da rua, previsto pelos planos urbanísticos municipais. Esse projeto de 1952 acabou virando a Lei nº 2.554, apenas três anos depois, em 03 de agosto de 1955, com algumas correções: por conta da inflação, o crédito concedido via Ministério da Educação e Cultura (MEC) passou a ser de 8 milhões de cruzeiros; o IHGB ficava obrigado, em Lei, pela alínea b) do Art. 4º a acomodar gratuitamente em sua sede o Instituto dos Advogados Brasileiros (fundado em 1843 como consequência dos cursos jurídicos no Brasil e do exercício da advocacia e como a mais antiga casa de estudo do direito das Américas), a Liga da Defesa Nacional (fundada em 1916 no Rio de Janeiro por Olavo Bilac, Pedro Lessa e Miguel Calmon, sob a presidência de Ruy Barbosa), a Federação das Academias de Letras (FALB), a ‘Academia Carioca de Letras’ e a Associação do Ministério Público do Brasil (fundada em 1941 como Associação do Ministério Público do Distrito Federal, uma das pioneiras dentre todas as instituições da Federação); e o restante do edifício poderia ser alugado para a produção de renda destinada às despesas referentes à manutenção do Instituto. Essa Lei, sancionada pelo Presidente João Café Filho e subscrita por Cândido Motta Filho e J. M. Whitaker, autorizou que fosse cedido ao IHGB "o terreno em que foi edificado o Silogeu, à Avenida Augusto Severo, no 04", com várias obrigações, entre elas a de atender mesmo ao "recuo exigido pelos planos urbanísticos municipais". Já em meados dos anos 1950, quando apenas o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro ocupava o Silogeu, o governo do presidente Café Filho realizou a desapropriação de parte do terreno para o alargamento da avenida Teixeira de Freitas. Como compensação, o Instituto ganhou recursos suficientes para a construção de um edifício no restante do terreno que abrigaria a sua nova sede. A demolição ocorreu em partes, tendo se completado em 1972. O novo prédio começou a funcionar em 1973. A FALB se mudou para lá em 1974 e no ano seguinte inaugurou sua sede própria. ™

Foto da primeira capa e interna do Livro escrito por JOÃO CAFÉ FILHO: “Do Sindicato ao Catete - Memórias Políticas e Confissões Humanas” (com dedicatória e autógrafo do autor), que tem prefácio de Afonso Arinos de Melo Franco e introdução de Munhoz da Rocha. Publicado no Rio de Janeiro pela Editora José Olympio, no ano de 1966, sendo 2 volumes com total de 654 páginas ilustradas. O político, advogado e jornalista Café Filho foi o grande responsável pela assinatura da Lei Federal que assegura à Federação das Academias de Letras do Brasil, a sua conquista da sede própria.

 


REVISTA DAS ACADEMIAS DE LETRAS

Dezembro de 2025 — Número 95

COMEMORATIVA DOS 50 ANOS DA SEDE PRÓPRIA

28 de novembro de 1975 


Adendo:

89º aniversário de fundação da Federação das Academias de Letras do Brasil e 50º aniversário da instalação de sua sede própria

 

Prezados leitores, estimadas leitoras,

Com os melhores e efusivos cumprimentos, apresentamos o 95o número da Revista das Academias de Letras, Órgão de divulgação oficial da Federação das Academias de Letras do Brasil, a FALB, tradicional entidade cultural brasileira que foi a responsável em 2024, entre outros, pelo reingresso, ao universo acadêmico da Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro (ACLERJ), da qual o fundador Modesto de Abreu fez parte do processo de criação da Federação das Academias de Letras, e segue apoiando novas e válidas iniciativas do academicismo como a implantação da Academia Brasileira de Letras do Cárcere e da Academia Brasileira de Artes Carnavalescas,  recentemente implantadas na antiga capital federal. A primeira, uma entidade literária dedicada à promoção da cultura e da expressão artística dentro do sistema prisional, presidida pela Dra. Silvana Santos, tendo o Ex-juiz de Segundo Grau do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) Dr. Siro Darlan como vice presidente e a segunda, uma iniciativa para celebrar a memória do mais popular gênero musical brasileiro, tem como presidente o carnavalesco Milton Cunha e vice Célia Domingues.

Há cerca de noventa anos consecutivos que a Federação das Academias de Letras abraça muitas iniciativas literárias e cultuais válida para a inserção e a integração da nação brasileira num todo. Mas, vamos retroceder no tempo, sempre: - Em 1935, o professor Modesto de Abreu teve como sucessor na presidência da Academia Carioca de Letras, que advinha do antigo grupo da arcádia denominada Academia Pedro II, o intelectual baiano Afonso Costa, oriundo da Academia de Letras da Bahia – da qual foi um dos criadores -, que promoveu nova reforma dos Estatutos da ACL, adotando entre outras alterações a fixação dos mandatos em dois anos. E a fundação de uma unidade federativa para unir as Academias de Letras do território brasileiro resultou de uma indicação feita pelo próprio Afonso Costa, em nome da Academia Carioca de Letras, ao 1º Congresso de Escritores, ou melhor, de Academias de Letras e sociedades propagadoras de cultura literária, que se realizou no Rio de Janeiro em 1936, sob a presidência do eminente mestre Fernando Magalhães, da Academia Brasileira de Letras; começando a funcionar naquele ano, passaram por sua presidência nomes respeitáveis da Cultura nacional e que nos sentimos no dever de recordar alguns. O primeiro, por exemplo, foi o gaúcho Emílio Fernandes de Souza Docca, general e historiador, que junto alguns outros membros acadêmicos ainda postulavam que a Federação das Academias de Letras não se envolva em política. A resistência ao debate político-partidário sempre esteve presente. Mas isso não quer dizer que a entidade tenha permanecido inerte em momentos cruciais da fragílima democracia instaurada no país e periodicamente ameaçada.

Do entusiasmo do 1º Congresso de Academias e Sociedades de Cultura Literária, do qual resultou a fundação, em 1936, da Federação das Academias de Letras do Brasil, tida então como um verdadeiro senado da literatura brasileira, com três Delegados para cada Estado, faria surgir, um ano depois, em 1937, a Revista das Academias de Letras.

Como uma das revistas mais antiga das Américas, precedida à Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, que está circulando regularmente desde 1839, e à Revista Brasileira, que é uma revista criada em 14 de julho de 1855 e que, atualmente, funciona como Revista da Academia Brasileira de Letras, o retorno da Revista das Academias de Letras (do Número 92, em diante, desde 2022) é prova de que a publicação, que tende a ser a tradutora de tudo que ali se passa na FALB, retrata, fielmente, o valor literário e a fortaleza de ânimo de seus componentes de ontem e de hoje, que vivem e sofrem, em cada ano que passa, a beleza do lema dos nossos confrades da Academia Cearense de Letras, que os norteia: FORTI NIHIL DIFFICILE - Nada é difícil aos corajosos!.

Há 80 anos atrás, em 1945, o volume de número 59 da Revista das Academias de Letras, de certo foi um dos melhores e mais volumosos desse órgão da Federação das Academias de Letras do Brasil, então dirigido pelo escritor Othon Costa. A colaboração era variada e interessante, inclusive com notas biográficas. No ‘Momento Literário’ da mesma, tido como uma das melhores seções da Revista, respondia longamente o inquérito cultural, o acadêmico Raul de Azevedo, que também era o orador oficial da FALB em solenidades culturais. Nessa ocasião, evocando o regionalismo no Brasil, estava assim constituída a diretoria federativa: Presidente Dr. Noraldino Lima (Academia Mineira e Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais), Vice Raul Monteiro (Academia Pernambucana), 1º Secretário Mario Linhares (Academia Cearense), 2º Secretário Benjamim Vieira (Academia Goiana), Tesoureiro Dioclécio Duarte (Academia Norte-rio-grandense), Bibliotecário José Vieira (Academia Paraibana), Diretor da Revista Othon Costa (Academia Carioca) e Comissão Permanente: General Souza Docca (Academia Sul-rio-grandense), Desembargador Carlos Xavier Paes Barreto (Academia Espírito-santense) e Desembargador Alfredo de Assis (Academia Maranhense).

Alguns anos depois, na década de 1970, alguns baluartes acadêmicos como Othon Costa – sempre Diretor da Revista -, ainda permanecia na FALB. E em 1971, era eleito para a presidência da Federação das Academias de Letras, o acadêmico alagoano Mendonça Júnior, Delegado da Academia Alagoana de Letras, que conseguiu um novo convênio governamental para a publicação de dois números da Revista das Academias de Letras, que foram publicados sob a direção do ex-presidente, o acadêmico paraibano Horácio de Almeida, Delegado da Academia Paraibana de Letras. Em um desses números (o de nº 78), emitiu Horácio estes conceitos com os quais manifestamos o nosso perfeito acordo: «Todo o mundo sabe que o regionalismo no Brasil jamais insulou o escritor no meio provinciano, nem seria possível insular, porquanto inexistem, por sorte nossa, variações dialetais que apartem entre si os grupos sociais. O que a diversidade geográfica tem criado no setor da orientação literária não vai além de tendências regionais, muitas das quais se refletem nesta Revista, como a contribuir para um melhor enriquecimento das letras pátrias».

Além de pregar um regionalismo acendrado em suas publicações, um dos sonhos do escritor e jornalista Tobias Pinheiro Filho, último ex-presidente da Federação das Academias de Letras do Brasil (e também da Academia Carioca de Letras), antes de morrer, em 21 de agosto de 2019, era acertar e retomar as atividades da FALB que estavam parcialmente paradas em meados de 2017. E ele faleceu aos 93 anos, lúcido e ativo, juntando material para esse afã, mesmo morador de Engenheiro Coelho (SP), cumprindo promessa feita aos antigos confrades e confreiras no Rio de Janeiro.

A partir de 2022, a atual presidência e diretoria da entidade deu pleno seguimento ao trabalho de Tobias e, principalmente, à dedicação de Francisco Silva Nobre a essa casa confederativa conclamada “Senado da Cultura”. Logo que assumi o cargo de Presidente da FALB, percebi que o tempo e o abandono estavam diluindo e consumindo o que restava da história da Federação das Academias de Letras. Atento aos acontecimentos da última década que envolvia o nome da entidade, resolvi pesquisar a fundo e a campo (Biblioteca Nacional e Arquivo Nacional, por exemplo), buscando as razões dos nebulosos e tristes altos e baixos constantes de sua história, que já insistiram esconder. O conhecimento é o resultado de um processo; e a minha proposta como autor é que os acadêmicos e acadêmicas procurem, acima de tudo e despojados de paixões, refletir sobre a magnificência desta nobilíssima instituição, fundada em 1º de julho de 1936, pelo Primeiro Congresso das Academias de Letras e Sociedades de Cultura Literária realizado no país.

Além de trazer de volta a lume, esse importante e histórico órgão de divulgação da FALB, que é a Revista das Academias de Letras, criada em 1937 e que havia parado no volume de número 91 no biênio 2003/2005, estamos lutando para a recuperação total da Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro, a ACLERJ e da tradicional Academia Guanabarina de Letras (cujos 80 anos de criação festivamente comemoramos em nossa sede própria em agosto de 2023); da veneranda Sociedade de Homens de Letras do Brasil e da Academia Brasileira de Trova, assim como da Academia Brasileira de Literatura – ABDL e do Cenáculo Brasileiro de Letras e Artes – CEBLA.

Assim como pautou a Academia Guanabarina de Letras, a FALB denota o ensejo de não deixar fenecer a Academia Internacional de Letras, que foi instituída por Alice de Oliveira em 10 de maio de 1977, estando como patrono o ex-Presidente Juscelino Kubitschek. Tendo prestado bons serviços à cultura do País e suas reuniões no auditório ‘J.E. Pizzarro Drummond’, na sede da Federação, tinham sempre bom público, chamando a atenção pela sua seleção e organização, tal qual a Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro, citada mais acima. Fundada em 15 de junho de 1978, logo após a unificação do território dos Estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, com a finalidade de incrementar as atividades literárias da nova unidade federativa e contribuir para o engrandecimento da literatura nacional, promovendo a realização de cursos em nível nacional, conferências, palestras e publicações especializadas, como sua tradicional Antologia Acadêmica, que parou de circular. O fundador da Academia e seu presidente até dezembro de 1994 foi o eminente escritor e professor Modesto de Abreu – um dos criadores da Academia Carioca de Letras e da FALB -, que desenvolveu uma série de expressivas realizações, colocando a instituição entre as mais ativas e brilhantes do Rio de Janeiro.

A nossa revista, a despeito da longa idade, encara sempre novos desafios, como narrar histórias, depois de muitas pesquisas, de Academias de Letras e sociedades literárias que estavam longe até de seus próprios diretores da atualidade. São revisitados nomes e lugares. Por exemplo, nessa edição histórica, é evidenciado o 50º aniversário da instalação de sua sede própria no Edifício do IHGB no ano em que é comemorado o 89º aniversário de fundação da FALB.

          Desejo aos leitores desta publicação momentos de gratificação intelectual, com o que se estará consagrando trabalho que honra uma das mais altas tradições da história quase nonagenária da Federação das Academias de Letras do Brasil, reconhecida como de Utilidade Pública pelo Decreto Federal nº 1670, de 24/05/1937, no 116º da independência e 49º da República pelo Presidente Getúlio Vargas.

Senhoras e senhores, sejamos uma excelente leitura!

Salve o academicismo brasileiro!

89 anos da FALB e 50 de sua sede própria, Viva!

 

Thiago de Menezes

Editor da Revista das Academias de Letras

Jornalista (MTB 0038494/RJ) e Presidente da FALB


Rio de Janeiro, RJ, 28 de novembro de 2025.

2025 - Ano Antônio Saturnino de Mendonça Junior

Centenário de José Eduardo Pizarro Drummond (1925 – 2007)


O Auditório da sede própria da Federação das Academias de Letras do Brasil, décadas mais tarde batizado de “J. E. Pizzarro Drummond”, foi inaugurado em 28 de novembro de 1975, sendo Presidente da FALB, Antônio Saturnino de Mendonça Júnior; Vice-presidente Othon Costa, 1º Secretário Jair Tovar; 2º Claro Augusto de Godoy; Tesoureiro Renato Costa; Bibliotecário Bugija Brito e Diretor da Revista Gilberto Mendonça Teles. 


quinta-feira, 17 de outubro de 2024

Volume 94 da REVISTA DAS ACADEMIAS DE LETRAS (FALB)

 

É lançado o Volume 94 da REVISTA DAS ACADEMIAS DE LETRAS, órgão oficial de divulgação da Federação das Academias de Letras do Brasil - FALB

Situada entre a Glória e a Lapa, na região central do Rio de Janeiro, a Federação das Academias de Letras do Brasil, também conhecida pela sigla FALB, é a Casa das Academias, instituições culturais de nível superior, e, como tal, daqueles que as compõem.

A FALB publica seu órgão de divulgação oficial que é a Revista das Academias de Letras, - que começou a ser editada em dezembro de 1937, sob a direção de Silveira Neto – e que durante décadas teve assinalada sua posição entre as melhores revistas literárias do país. A publicação, que por décadas foi dirigida por Gilberto Mendonça Teles, havia parado no número 91, tendo somente os volumes 92 e 93 publicados graças ao empenho do atual presidente da entidade, o escritor e jornalista Thiago de Menezes, por primeiro paulista a dirigir a Federação em quase 90 anos de história.

Agora, no dia 24 de outubro de 2024 (quinta-feira), na sede própria da FALB será lançado, oficialmente, o Volume 94 da Revista das Academias de Letras, publicado à cargo da Editora IXTLAN, de São Paulo.

Entre outros ensaios e textos acadêmicos, o número 94 enfoca a trajetória de entidades como a Academia Brasileira de Trova, a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, a Associação dos Diplomados da Academia Brasileira de Letras, a Academia Internacional de Letras, a Academia Santista de Letras (de Santos, SP), a Academia de Letras de São João da Boa Vista (SP), além da Academia Brasileira de Arte, fundada por Ataulfo de Paiva, imortal da ABL, em 1944. São reverenciados acadêmicos falecidos no último semestre (como Ziraldo) e delimitadas as atuações acadêmicas de algumas Academias de Letras estaduais federadas e ou fundadoras da própria FALB. Além de enaltecer os centenários de personalidades do universo literário como Marcelo de Ipanema, Dulce Salles Cunha Braga, Marita Vinelli Baptista de Sá Fortes Pinheiro, Anna Maria Martins e outros.


Marita Vinelli Baptista de Sá Fortes Pinheiro, que durante décadas se dedicou à Federação das Academias de Letras do Brasil como Diretora Cultural, tem seu centenário de nascimento celebrado nesse ano de 2024 e constante de reportagem especial no Volume 94 da REVISTA DAS ACADEMIAS DE LETRAS.


A referida publicação, tem em seu volume de número 94, texto de contra capa à cargo da escritora Maria Nazareth Doria, membro da Associação das Jornalistas e Escritoras do Brasil (SP) e orelhas assinadas pela escritora Meireluce Fernandes, presidente emérita do Sindicato dos Escritores do Distrito Federal e vice-presidente da Associação das Jornalistas e Escritoras do Brasil (DF). A obra, que ainda traz a recente incursão da acadêmica e editora Zélia Fernandes (presidente da ADABL e secretária da FALB) pelas Academias literárias da Paraíba, contém ilustrações pertinentes aos assuntos abordados, além de referências bibliográficas e notas de rodapé explicativas, para delimitar o leitor aos enfoques do universo acadêmico tradicional.

Fundada em 1º de julho de 1936 pelo Primeiro Congresso das Academias de Letras e Sociedades de Cultura Literária realizado no país, reunido no Rio de Janeiro, de 03 a 16 de maio de 1936, por iniciativa da Academia Carioca de Letras, no edifício do Syllogeu Brazileiro,  sob a presidência do Dr. Fernando Magalhães, da Academia Brasileira de Letras e que contou com a participação de todas as academias de letras estaduais existentes no país, a FALB é reconhecida como de Utilidade Pública por Decreto Federal sancionado pelo Presidente da República Getúlio Vargas em maio de 1937.

E a Lei Federal nº 2.554, de 3 de agosto de 1955, sancionada pelo Presidente da República Café Filho, destinou dependência no edifício construído pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, no local do antigo Syllogeu Brazileiro, para sede própria da Federação das Academias, entre outras entidades culturais, como a própria Academia Carioca de Letras. A sede própria da FALB foi inaugurada em 1974. E por sua presidência passaram, ao longo de 88 anos, além de escritores e jornalistas, desembargadores, médicos e advogados, todos intimamente ligados à literatura.


(PRESS FALASP)

 

segunda-feira, 24 de junho de 2024

Desvendada a história da Federação das Academias de Letras do Brasil


 

Escritor paulista chega a 50ª produção literária e desvenda a história da Federação das Academias de Letras do Brasil

 

O escritor e jornalista paulista Thiago de Menezes, lançará seu novo livro “A História da Federação das Academias de Letras do Brasil”, às 15h desta 5ª feira (27.jun.24), no Auditório ‘J.Pizzarro Drummond’ na sede da própria Federação das Academias de Letras do Brasil, a FALB, que fica no terceiro andar do edifício do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro – IHGB, no Rio de Janeiro.

De acordo com informado, o escritor tem variadas publicações no mercado editorial brasileiro há alguns anos e com o novo lançamento, chega a 50ª produção literária. O novo livro tem 200 páginas fartamente ilustradas, que surgiram de uma série de pesquisas presenciais empreendidas pelo autor em locais como a Biblioteca Nacional e o Arquivo Nacional (Antiga Casa da Moeda).

O livro, publicado pela Editora IXTLAN, tem prefácio da escritora Márcia Pessanha, presidente da Academia Fluminense de Letras, que em 2017 completou seu Centenário sendo contemplada com a Lei Estadual que reconhece a entidade como a Academia de Letras oficial do Estado do Rio de Janeiro. Na contracapa, um texto do escritor, jornalista, economista e acadêmico cearense Francisco Silva Nobre, também ex-presidente da FALB e que ajudou a fundar a Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil e a Academia Cearense de Ciências, Letras e Artes do Rio de Janeiro, as quais ambas presidiu, tendo prestado, ainda, incontáveis participações efetivas em diretorias de arcádias como a ACLERJ, ANLA, APALA e o CEBLA, além da Academia Guanabarina de Letras e da Academia Brasileira de Jornalismo

Na ocasião, será prestada uma homenagem póstuma ao acadêmico Modesto de Abreu, fundador de Academias de Letras, e comemorado os 88 anos da FALB. “As dificuldades que a Federação das Academias de Letras do Brasil tem encontrado para cumprir os seus objetivos, através dos seus 88 anos de existência, ainda não se tornaram bem conhecidas dos poderes públicos e da maior parte dos homens de letras deste país. E certo que, durante os seus primeiros anos, contou com o auxílio regular do Governo Federal, que então tinha sede na cidade do Rio de Janeiro. Circunstâncias de todos conhecidas, que geraram profundas crises no conjunto das atividades nacionais nos últimos anos, influíram, também, no evolver das suas atividades, e a FALB, séria instituição literária brasileira, viveu momentos difíceis, que somente agora estamos conseguindo superar”, explicou Menezes.

Tal e qual a Academia Brasileira, criada à volta da Revista Brasileira e que em 1910 organizou seu periódico, a Federação, que nasceu do Congresso das Academias de Letras e Sociedades de Cultura Literária do Brasil, organizado pela Academia Carioca de Letras, não ficou atrás e logo reuniu sua produção inicial a partir de 1937 mais precisamente. Nascia ali, a Revista das Academias de Letras, que circulou até o Biênio 2003/2005, tendo chegado ao volume 91. Thiago, nos esforços para fazer voltar a entidade, fez renascer a publicação e a mesma se encontra no volume 93 e na organização do 94.

Além da FALB, Thiago tem se dedicado nos últimos anos à preservação histórica de entidades como a Associação dos Diplomados da Academia Brasileira de Letras (ADABL), a União Brasileira de Escritores (UBE-RJ), a Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB) e a Academia Brasileira de Belas Artes (ABBA), da qual ele também é autor de um livro de memórias historiográficas publicado pela ZMF Editora.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

segunda-feira, 17 de junho de 2024

Academia Itapirense de Letras e Artes - 31 ANOS

 


Academia Itapirense de Letras e Artes,

31 anos de criação (12 de junho de 1993)

 

Sodalício Acadêmico da Arcádia Itapirense, mantida pelo PEN Clube de Itapira.

          

Completou 31 anos de criação, no último dia 12 de junho, a “Academia Itapirense de Letras e Artes”, conhecida pela sigla AILA, que foi praticamente a primeira instituição literária e artística da cidade de Itapira, que tem por finalidade o cultivo e o desenvolvimento das letras em geral e colaborar na elevação das artes e da cultura do Brasil e, de modo particular em Itapira e no Estado de São Paulo. Foi criada em 12 de junho de 1993, segundo o modelo da “Academia Brasileira de Letras” e da “Academia Brasileira de Belas Artes”, por iniciativa do poeta e jornalista Thiago de Menezes e de outros intelectuais itapirenses  e mogimirianos, destacando-se, entre eles, Odette Coppos (da tradicional família Coppo de Mogi Mirim), Maria Alice Franklin da Cunha Marconi, Raulita Guerra Odriozzolla mais Cecília Murayama (de Campos do Jordão); e depois Irsemes Wiezel Benedick, Walmira Vieira Malfatti, Ariovaldo Risola, Paulino Santiago, Silas Bravo Nogueira, Miriam Tozzi (de Águas de Lindóia), maestro Antônio de Pádua Trani, Gustavo Guerra, Reverendo Raghi Azzar Khouri (Makdisi), Maria Aparecida Pimentel Mangeon Oliveira (de São João da Boa Vista), Sebas Alício Sundfeld (de Tambaú), Renato Albanez, Adriana Consorti, Argemiro Repas, Raphaela Carrozzo Scardua, Lia Lisi Poli, Diva Gagliardi de Menezes; personalidades de escol na cultura e educação regionais. A iniciativa dos escritores veio preencher um vazio na região, que não contava com uma instituição dedicada exclusivamente ao reconhecimento dos escritores e ao apoio aos novos valores literários e artísticos, uma vez que a “Academia de Letras da Mantiqueira”, de Águas de Lindóia, criada em 1972, estava provisoriamente desativada e a “Academia Amparense de Letras”, de Amparo e fundada em 1978, passava por um período de mudanças envolvida com a política local.


Comendador Thiago de Menezes juntamente com a usineira e acadêmica d. Carmen Ruete de Oliveira outorga o Título da “Academia Itapirense de Letras e Artes” ao Ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência do Brasil Aloysio Nunes Ferreira Filho, que também foi vice-governador de São Paulo, senador pelo mesmo estado, Ministro da Justiça e Ministro das Relações Exteriores do Brasil.

    A Academia tem uma história toda especial, pois sucedeu ao antigo Centro Itapirense de Cultura e Arte e à Hora Literária do ‘Movimento Poético e Artístico Itapirense’, instituição recreativa criada nos idos de 1991, depois transformada em sociedade literária de caráter acadêmica autônoma, por decisão da escritora Odette Coppos que homenageou a poetisa, espiritualista, Julieta Coppos com a “Academia Divina de Letras”. A Hora Literária tinha como objetivos a promoção do estudo; o envolvimento intelectual do cidadão e a difusão do pensamento. Delas faziam parte os poetas Rosana Pereira de Lima, Adilson e Denílson Bosso, Cláudia Pereira, Selma Batista, entre outros. Cumpria a Hora Literária, as suas metas, quando o movimento em prol da fundação da Academia consolidou-se, principalmente a partir do lançamento conjunto dos livros de Thiago Menezes, Odette Coppos e Rosana Pereira de Lima, no SENAC-Itapira, quando se deliberou que para a composição do quadro acadêmico, ficariam mantidos alguns intelectuais que pertenciam à Hora Literária. Outros não puderam participar por motivos políticos. Muitos intelectuais e artistas brasileiros, que depois passariam a compor o quadro de membros correspondentes ou honorários, destacaram-se na formação da entidade, colaborando grandemente para o sua firmação cultural, entre os quais citamos os intelectuais Olavo de Alencar Dutra, Eduardo Victor Visconti, (presidente da Academia Brasileira de Belas Artes – ABBA), Maria Feijó, Thais Florinda, Luciana Barbosa Nobre, Sinhá D’Ámora, Lucy Bloch (do Grupo MANCHETE), Sansão Campos Pereira (grão-mestre da Ordem do Mérito das Belas Artes), Iracy Carise, Yara Nathan, Ricardina Marques Silva (Yone), Francisco Silva Nobre (presidente da Federação das Academias de Letras do Brasil), Denise Teixeira, Messody Benoliel, todos em franca atividade no final dos anos 90. Depois vieram José Fernando Miranda Salgado, presidente da “Ordem dos Jornalistas do Brasil”, a romancista e tradutora Yedda Macedo Soares e a poetisa Gilda de Souza Campos. Foi através da AILA, que o famoso escritor infanto-juvenil Ganymédes José (nascido e falecido na cidade de Casa Branca), descobriu Itapira. Receberam, durante as atividades culturais, o título de Membro Honorário da entidade, o ex-Governador do Estado de São Paulo Laudo Natel, assim como os ex-Governadores do Rio de Janeiro, Togo de Barros, que além de ter governador o Rio de Janeiro em 1958, também foi presidente da Caixa Econômica Federal, e Celso Peçanha, que governou o Rio de Janeiro entre os anos de 1961 e 1962 e era parente do ex-Presidente do Brasil Nilo Peçanha.

    Entre as atividades da Academia figuram palestras, cursos, concursos literários, seminários, além da publicação da Revista e de livros e opúsculos de autores regionais. Promove, ainda, a preservação e a divulgação da Literatura e de outras manifestações culturais, mantendo intercâmbios com entidades culturais brasileiras e estrangeiras, para o desenvolvimento cultural do povo itapirense. Diversos frutos do esforço dos acadêmicos em trabalhos de voluntariado vêm fortalecendo a Academia. Em 1999, Thiago de Menezes fez parceria da AILA com importantes entidades culturais brasileiras, destacando-se também as que se reúnem na sede da “Federação das Academias de Letras do Brasil”, fundada em 1936 no Rio de Janeiro. A primeira acolhida partiu do “Cenáculo Brasileiro de Letras e Artes” (fundado em 1968), cujos alguns nomes de sua Diretoria eram sócios correspondentes da AILA. Nota-se, ainda, que a fundação da “Academia Guaçuana de Letras”, de Mogi Guaçu, SP, foi o fruto de um trabalho desenvolvido pelos acadêmicos Thiago de Menezes, Ângela Costa, Marcos da Paz e Odette Coppos. Um tempo depois, a AILA, através de seu Departamento de Honrarias e Civismo, implantou a Ordem do Mérito “Pero Vaz de Caminha”, que atuou como Consulado Cultural e de Honra de Portugal, trazendo à tona antigos membros do “Instituto Histórico e Cultural Pero Vaz de Caminha”.

    Atualmente, a “Academia Itapirense de Letras e Artes”, é mantida e reorganizada pelo P.E.N. Clube de Itapira e é a detentora da importante concessão honorífica, que é a MEDALHA JOAQUIM FIRMINO DE ARAUJO CUNHA; condecoração cadastrada no Exército Brasileiro, sob o número B55 e instaurada para os festejos dos 180 anos de Itapira no ano de 2000, sendo a primeira oficializada da história de Itapira. Entre outras personalidades da vida sócio cultural itapirense que a integram, temos os nomes de Nelson Atala, Ariovaldo Risola, Tânia Domingues Barizon, Sylvia Duque Estrada Maya Atala, Gleusa Pegorari Carpi, Cibele Pereira, Penha Cezaretto Coraddi, Rita de Cássia Vieira de Godoy, Tiago Pinheiro, Almir Carulla, Elizabeth Pavezzi de Castro, Leonor Rodrigues Goncalves, Elza Divina dos Santos Corrêa e os já saudosos Cármen Ruete de Oliveira, Clara Martins Santiago Leite de Moraes (Soraya), Wilma Lagazzi Ruette, Aparecida Cescon Fecci, Péricles de Almeida, Maria de Lourdes Ribeiro Porto Ruette (Deca), Plínio Magalhães da Cunha e Décio Galdi.   


Corpo Acadêmico da “Academia Itapirense de Letras e Artes”, quando, em homenagem póstuma à D. Júlia Luiz Ruete (pintora e escritora criadora da arcádia co-irmã "Academia de Letras da Mantiqueira"), assinaram documento a galardão arcádico à Sua Majestade, a Rainha consorte do Rei Carlos XVI Gustavo, Sílvia da Suécia (nascida Silvia Renata Sommerlath).

Em solenidade da “Academia Itapirense de Letras e Artes”, o Procurador de Justiça Dr. S. Silva Barreto (e esposa Creusa), que fundou o Movimento Poético Nacional, junto com o poeta Menotti Del Picchia, em 20 de outubro de 1976; a poetisa e trovadora paulista Sylvia Reis; Antônio Lafayette Natividade Silva, 11º presidente (1996 a 1997) e um dos fundadores da “Academia Cristã de Letras” em 14 de abril de 1967; d. Carmen Ruete de Oliveira; comendador Thiago de Menezes, presidente da AILA e o jornalista e poeta Walter Rossi, presidente da Casa do Poeta Lampião de Gás de São Paulo, a mais antiga organização associativa de poetas das Américas, fundada, em 07/11/1948 pela poetisa Colombina (1882-1963) e editor do "Fanal", jornal de poesia. Na ocasião, ocorreu a posse acadêmica do 9º Presidente da “Academia Cristã de Letras”, professor Roberto Machado Carvalho, que então presidia o “Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo – IHGSP”.


D. Carmen Ruete de Oliveira é recepcionada na “Academia Itapirense de Letras e Artes”, onde recebeu a Medalha Pero Vaz de Caminha das mãos do presidente da entidade, o Comendador Thiago de Menezes, que empossou a então Deputada Estadual Edir Sales (educadora, radialista, colunista e vereadora em São Paulo) e a escritora premiada Mariazinha Congílio, que frequentava a Usina Nossa Senhora da Aparecida em Itapira, desde a década de 1960, através de Lília A. Pereira da Silva.


terça-feira, 10 de outubro de 2023

Noite de Prêmios da ANCEC na Casa dos Açores do Rio (Set.23)

 

Noite de Prêmios da ANCEC na Casa dos Açores do Rio

Por Marisa Araújo (CEO da revista ABSOLUTE Rio e Rádio Marujo Carioca)

 

A ANCEC - Agencia Nacional de Cultura, Empreendedorismo e Comunicação fez acontecer na tradicional Casa dos Açores, localizada na Tijuca, no Rio de Janeiro, mais uma edição anual de entrega de Honrarias e do concorrido SELO RESPONSABILIDADE CULTURAL. A solenidade de premiação teve a presença de artistas, entre as quais a atriz Rita Guedes e Leona Cavalli (que receberam a "Cruz da Referência Nacional"), mais personalidades diversas como o presidente da Casa dos Açores do Rio de Janeiro, João Leonardo Soares, que acompanharam o lançamento da 28º edição da Revista ANCEC, cujo jornalista responsável é o conde Thiago de Menezes, presidente da Federação das Academias de Letras do Brasil – FALB (Fundada em 1º de julho de 1936).

Na Casa dos Açores: A colunista cultural Nina Fernandes, a escritora açoriana Idalina Andrade Gonçalves, o presidente da FALB Conde Thiago de Menezes, a editora e escritora Zélia Maria Fernandes, a jornalista e blogueira Marisa Araújo e a tradutora e professora Ângela Guerra na festa da entrega do Selo de Responsabilidade Cultural “Nélson Rodrigues” 2023.

Homenagem ao jornalista Jeff Thomas: Figura folclórica do high society carioca, que foi colunista social nos áureos tempos do Rio Janeiro. Com mais de 60 anos de carreira na imprensa, e três dezenas de livros publicados, a maioria polêmicos, é amado e odiado pela sua verve tenaz.

O Conde Thiago de Menezes homenageia, com o SELO DE RESPONSABILIDADE CULTURAL, a socialite Lalá Von Gutenberg, conhecida antiquária e respeitada captadora de obras de arte para leilões e afins, sendo muito querida nos meios culturais e sociais.

A importância da atuação de um veículo social como ABSOLUTE RIO, publicação imprensa e on-line que vem há mais de duas décadas mostrando eventos e personalidades do Rio de Janeiro, coordenada pela jornalista Marisa Araújo é referendada pelo Conde Thiago de Menezes.

O Conde Thiago de Menezes condecora a escritora açoriana e membro da Academia Luso-Brasileira de Letras Idalina Andrade Gonçalves com a Medalha do Mérito Histórico “Pero Vaz de Caminha”, cunhada para perpetuar a memória do escrivão da Armada de Pedro Álvares Cabral.

O empreendedor Wanderley Pedroso, presidente do Conselho da ANCEC, recebe a Medalha da Ordem do Mérito “Pero Vaz de Caminha”, no Grau de COMENDADOR (incluída no Cadastro do Sistema de Pessoal e publicada no Almanaque do Pessoal do Exército Brasileiro sob o Código B60).

Conde Thiago de Menezes saúda a eterna professora de inglês, Ângela Guerra, - cujo talento múltiplo nos surpreende a cada momento, por suas habilidades artísticas: escritora, poeta, artista plástica, cantora, tradutora e revisora -, que foi galardoada com a Comenda Pero Vaz de Caminha.

O Conde Thiago de Menezes premia a ZMF Editora, conceituada empresa que se dedica a divulgar valores literários há exatos 34 anos. É dirigida pela agitadora cultural e escritora Zélia Maria Fernandes, atual presidente da ADABL – Associação dos Diplomados da Academia Brasileira de Letras. Zélia é mãe do Comendador Antônio Carlos Junior (Medalha Pero Vaz de Caminha 2023), Diretor da Trekking Tecnologia, sediada em Niterói.

Academia Maranhense de Letras, entidade literária máxima do Estado brasileiro do Maranhão, fundada a 10 de agosto de 1908, portanto comemorando 115 anos de tradição. Tem se destacado na comemoração dos 200 anos do grande poeta Gonçalves Dias. Representada pelo diretor da Federação das Academias de Letras do Brasil, o acadêmico prof. Jorge Alberto, presidente da Academia Irajaense de Letras e Artes – AILA.

Academia Piauiense de Letras, uma das entidades fundadoras da Federação das Academias de Letras do Brasil em 1936, fundada em 30 de dezembro de 1917 no Piauí. Conhecida como ‘Casa de Lucídio Freitas’, por ter sido fundada por esse poeta, é referência no cenário cultural nordestino. Representada pelo poeta cordelista e filósofo Erinaldo Santos, da Academia Brasileira de Literatura de Cordel.

Na Casa dos Açores, a presidente da AMRJ, o acadêmico professor Dr. Euderson Kang Tourinho, membro honorário das Academias de Medicina do Rio de Janeiro, do Piauí e do Amazonas, Mestre e doutor em Radiologia, mais a acadêmica Ana Maria Tourinho, vice-presidente Brasil da Académie des Lettres et Arts Luso-Suisse – ALALS e acadêmica honorária da ABRAMES - Academia Brasileira de Médicos Escritores, que recebe, à pedido do conde Thiago de Menezes da Ordem do Mérito Pero Vaz de Caminha, a homenagem para a Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro, que foi fundada pelo Governo Português por um decreto de 16 de setembro de 1911.


Matéria na revista imprensa CITY NEWS Itapira, circulação Baixa Mogiana, SP, setembro/outubro 2023.


 


sábado, 2 de setembro de 2023

NA BIENAL Rio 2023: “GALENBECK, a Saga de uma Família”

 

Thiago de Menezes lança livro que fala de sua descendência prussiana

Lançamento de obra que retrata a trajetória da família Galenbeck acontecerá na BIENAL DO LIVRO do Rio de Janeiro e a obra enfoca ainda outros imigrantes como os Legutke e os italianos Gagliardi

 


Por Marisa Araújo, CEO do Grupo ABSOLUTE RIO, direto do Rio de Janeiro


O livro “GALENBECK, a Saga de uma Família”, de autoria do presidente da FALB (Federação das Academias de Letras do Brasil), o escritor e jornalista itapirense Thiago Galenbeck de Menezes, será oficialmente lançado na BIENAL DO LIVRO RIO 2023, no Riocentro, dia 06 de setembro de 2023, quarta-feira, das 19 horas até as 21 horas.

Com cerca de 200 páginas e com fotos raras ilustrando a obra, o livro de número 42 de sua autoria, narra a saga de familiares seus que vieram da Alemanha para o Brasil a partir do final do século XIX. Anteriormente a obra sobre a saga dos Galenbeck von Preußen teve um breve pré-lançamento, com palestra do autor, no Centro Cultural “Lauro Monteiro de Carvalho e Silva” em Mogi Mirim (SP). Há, ainda, a intenção de fazer uma noite de autógrafos em Araras (SP) reunindo parentes e descendentes familiares.

No livro, publicado pela Futurama e distribuído pela Editora CONEJO, Thiago retrata a trajetória da família prussiana Galenbeck, que deixou sua marca em muitas cidades do interior paulista em que participaram de suas formações, como Araras e também aborda a história da chegada de outros imigrantes alemães como os Legutke e os Graber, que fizeram parte da formação de Leme, entre outras, assim como detalha a chegada e trajetória de imigrantes italianos como os Gagliardi e os Boro, além de contar passagens sobre os Salviato (do interior do Espírito Santo), os Sani e os Nicoletto, que em algum momento se cruzam historicamente com os Galenbeck, além dos Hilsdorf e Hebling, imigrantes alemães de Piracicaba. A família também marcou época em Pirassununga, Santa Cruz das Palmeiras e Mogi Mirim, assim como em Rio Claro e Bebedouro, posteriormente.

Também a família Mähl tem sua trajetória narrada em detalhes no livro, pois a matriarca Christina Mähl foi casada com Guilherme Galenbeck, o patriarca que deixou a Pomerânia no ano de 1857 e veio tentar a vida no Império do Brasil, que vivia um momento de grandes transformações econômicas e sociais. O Brasil é um país feito por imigrantes e Thiago tenta fazer justiça à sua memória familiar, pouco lembrada pelas gerações seguintes à de sua bisavó.

 

Galenbeck von Preußen


Com apresentação do escritor e jornalista Gabriel Kwak, membro das Academias Paulista de Jornalismo e Cristã de Letras e com capa do premiado cenógrafo, artista plástico e diretor de arte Alberto Camarero, o livro tem suas orelhas a cargo do escritor e pesquisador Alberto de Oliveira, que também luta na recuperação de nomes e famílias perdidas na memória brasileira. A dupla ‘Os Albertos’ são autores de “Cravo na Carne - Fama e Fome”, publicado pela Veneta em 2015, como resultado de uma dessas pesquisas, sobre as faquiresas do Brasil, além das biografias “Suzy King, a Pitonisa da Modernidade”, “Divina Valéria” e “Eloína, muito além das curvas”, recentemente lançado.


História da família Galenbeck

Instalada no Império do Brazil, na parte central da Província de São Paulo que pertencia à região de Campinas e Mogi Mirim, a família Galenbeck escreveu sua história e deixou descendência que marcou a vida social e empresarial integrada por municípios como Araras, Rio Claro, Limeira, Pirassununga, Leme, Santa Cruz das Palmeiras, Itirapina, Itapira assim como Bebedouro, Ribeirão Preto e São Carlos onde fixaram raízes e deixaram grande descendência. Os Gallenbeck eram imigrantes alemães oriundos de Pommern, uma província da Prússia, da Confederação dos Estados Alemães. A saga dos Galembeck, pesquisada com afinco durante anos pelo escritor, jornalista e adido consular Thiago Galenbeck de Menezes – descendente direto de Carl August Wilhelm Galenbeck, dito Guilherme Galenbeck - com levantamentos históricos comprobatórios, representa a supremacia na colonização alemã em São Paulo no final do século XIX e começo do século XX. Essa obra inicial familiar traz os primeiros subsídios para delimitação da imigração alemã no Brasil no interior do estado de São Paulo. Um livro de pesquisa e de reencontro emotivo com 165 anos da vida de uma família pomerana no Brasil.

Gabriel Senador Kwak

da Academia Paulista de Jornalismo (APJ) e da Academia Cristã de Letras, SP.