Federação
das Academias de Letras do Brasil iniciando a celebração dos seus 90 anos de
culto ao academicismo comemorou 50 anos de sua sede histórica
“A insígnia da Federação das Academias de Letras
do Brasil é um alerta para nós: Non ut laudemur, sed ut prosimus. Louvores não
bastam; devemos escrever para transmitir em nossos escritos aquilo de que somos
capazes para o aprimoramento da civilização e o império da Felicidade. É a
felicidade que nos faz irmãos e nos ajuda a convivermos acima das dificuldades
e dos males que cada vez mais aniquilam a Beleza e a Grandeza da Vida terrena
(F. Silva Nobre)”.
A Federação das Academias de Letras do Brasil, dita FALB, entidade de Utilidade Pública pelo Decreto Federal nº 1670, de 24/05/1937, nasceu do primeiro Congresso de Academias de Letras e Sociedades Literárias acontecido no país em 1936. O mesmo foi organizado pela Academia Carioca de Letras, que tinha apenas cinco anos de existência com essa denominação. Na sede histórica da FALB, cognominada de ‘Casa de Afonso Costa’ e que funciona no terceiro andar do Edifício Pedro Calmon do IHGB (antigo Syllogeu Brazileiro), a Diretoria ainda ativa da FALASP – Federação das Academias de Letras e Artes do Estado de São Paulo, que comemorou 21 anos de fundação em 2025, se reuniu para o lançamento do Volume 95 da Revista das Academias de Letras, editado pela IXTLAN e coordenado por seu presidente, o escritor e jornalista Thiago de Menezes (na foto com a advogada e que já exerceu a função de Juíza de Paz e de Lugar Tenente na Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém, Ísis Penido, assim como ele, integrante do rol de Comendadores da ANCEC há mais de dez anos).
Estiveram presentes, entre outros, acadêmicas da
“ABLAP - Academia Brasileira de Letras e Artes Pela Paz”, que na sede da FALB
têm realizadas variadas atividades culturais, como palestras, sessões de posses
e saraus, à cargo da presidente eleita, acadêmica Suely Saad, também titular
efetiva da Academia Brasileira de Trova – ABT
e membro correspondente da FALB. Entre outros, se fez notar a presença e
participação ativa e constante do acadêmico da AML - Academia Madureirense de
Letras e da AILA – Academia Irajaense de Letras e Artes (entidade outorgante
dos Diplomas ‘Conde de Irajá’ e ‘Embaixador da Cultura’, honrarias instituídas
para homenagear personalidades do universo cultural), Erinaldo dos Santos.
Entre os que ocuparam o púlpito para discursarem, destacou-se as palavras
positivas da vice presidente da FALB e da ACLERJ – Academia de Letras do Estado
do Rio de Janeiro (entidade de Utilidade Pública Estadual pela LEI nº 1405, de
08 de dezembro de 1988, decretada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio
de Janeiro), acadêmica Dra. Ana Cristina Campelo de Lemos Santos, que
entre outros atos no ano de 2025, representou as Arcádias perante o acadêmico
Milton Cunha, presidente da Academia Brasileira de Artes Carnavalescas,
inaugurada em 2024, conforme consta de texto na referida Revista das Academias.
Historicamente, a acadêmica Dra. Ana Cristina
Campelo de Lemos Santos é a quarta mulher a ocupar a Vice-Presidência da Federação
das Academias de Letras do Brasil. A filósofa Yeda Octaviano (1926 – 2007) foi
a primeira mulher a ocupar a Vice-Presidência da FALB e a continuadora da obra
de Emília Thereza Alvares Ribeiro, iniciadora da ADABL – Associação dos
Diplomados da Academia Brasileira de Letras, em 1963. A trovadora, sonetista e
agitadora cultural Drª Messody Ramiro Benoliel (1933-2022), foi a segunda
mulher a ocupar o cargo de vice-presidente da Federação das Academias de Letras
do Brasil – no Biênio 1998/1999, sucedida por Ana Helena Ribeiro Soares, no
Biênio 2002/2003 -, sendo também a primeira mulher a ocupar a presidência da
Academia Brasileira de Trova. Na ocasião de seu ingresso na presidência, a
acadêmica Messody fez um grande esforço para começar a restaurar a história e a
Nominata geral acadêmica da ABT. A filósofa, trovadora e oradora oficial da
ABT, Drª Ricardina Yone (1925-2022), que também ocupava a presidência da
Sociedade Brasileira de Filosofia, também ocupou várias posições em cargos de
Diretoria em decênios na FALB, tendo estado na mesma até seus últimos dias,
quando ainda dirigia a Academia Brasileira de Literatura – ABDL.
Fundada em
1937, quando o presidente da Federação das Academias de Letras do Brasil era o
gaúcho General Souza Docca, a Revista das Academias de Letras venceu inúmeros
desafios para chegar até a década de 2000. O presente Volume 95,
prioritariamente dedicado ao resgate do legado histórico de sua sala e sede própria,
reduto de valorosos intelectuais de outrora, no portentoso e mais que cinquentenário
prédio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, edificado em
substituição ao velho Syllogeu Brazileiro, sede de gloriosas e brilhantes
campanhas do pensamento e da ciência do Brasil.
O primeiro movimento oficial para a construção do novo edifício do IHGB, foi feito em 1952, pelo Deputado José Augusto Bezerra de Medeiros (delegado da ‘Academia Norte-rio-grandense de Letras’ na FALB), ao apresentar na Câmara de Deputados um projeto de lei cedendo ao Instituto o terreno em que foi edificado o palacete do Silogeu e concedendo o auxílio de 5 milhões de cruzeiros para as obras. Em contrapartida, o IHGB deveria providenciar um recuo das instalações no terreno cedido, permitindo assim o alargamento da rua, previsto pelos planos urbanísticos municipais. Esse projeto de 1952 acabou virando a Lei nº 2.554, apenas três anos depois, em 03 de agosto de 1955, com algumas correções: por conta da inflação, o crédito concedido via Ministério da Educação e Cultura (MEC) passou a ser de 8 milhões de cruzeiros; o IHGB ficava obrigado, em Lei, pela alínea b) do Art. 4º a acomodar gratuitamente em sua sede o Instituto dos Advogados Brasileiros (fundado em 1843 como consequência dos cursos jurídicos no Brasil e do exercício da advocacia e como a mais antiga casa de estudo do direito das Américas), a Liga da Defesa Nacional (fundada em 1916 no Rio de Janeiro por Olavo Bilac, Pedro Lessa e Miguel Calmon, sob a presidência de Ruy Barbosa), a Federação das Academias de Letras (FALB), a ‘Academia Carioca de Letras’ e a Associação do Ministério Público do Brasil (fundada em 1941 como Associação do Ministério Público do Distrito Federal, uma das pioneiras dentre todas as instituições da Federação); e o restante do edifício poderia ser alugado para a produção de renda destinada às despesas referentes à manutenção do Instituto. Essa Lei, sancionada pelo Presidente João Café Filho e subscrita por Cândido Motta Filho e J. M. Whitaker, autorizou que fosse cedido ao IHGB "o terreno em que foi edificado o Silogeu, à Avenida Augusto Severo, no 04", com várias obrigações, entre elas a de atender mesmo ao "recuo exigido pelos planos urbanísticos municipais". Já em meados dos anos 1950, quando apenas o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro ocupava o Silogeu, o governo do presidente Café Filho realizou a desapropriação de parte do terreno para o alargamento da avenida Teixeira de Freitas. Como compensação, o Instituto ganhou recursos suficientes para a construção de um edifício no restante do terreno que abrigaria a sua nova sede. A demolição ocorreu em partes, tendo se completado em 1972. O novo prédio começou a funcionar em 1973. A FALB se mudou para lá em 1974 e no ano seguinte inaugurou sua sede própria. ™
Foto da primeira
capa e interna do Livro escrito por JOÃO CAFÉ FILHO: “Do Sindicato ao
Catete - Memórias Políticas e Confissões Humanas” (com dedicatória e autógrafo
do autor), que tem prefácio de Afonso Arinos de Melo Franco e introdução de
Munhoz da Rocha. Publicado no Rio de Janeiro pela Editora José Olympio, no ano
de 1966, sendo 2 volumes com total de 654 páginas ilustradas. O político,
advogado e jornalista Café Filho foi o grande responsável pela assinatura da Lei
Federal que assegura à Federação das Academias de Letras do Brasil, a sua
conquista da sede própria.
REVISTA DAS ACADEMIAS DE LETRAS
Dezembro de 2025 — Número 95
COMEMORATIVA DOS 50 ANOS DA SEDE PRÓPRIA
28 de novembro de 1975
Adendo:
89º aniversário de fundação da Federação das
Academias de Letras do Brasil e 50º aniversário da instalação de sua sede
própria
Prezados leitores, estimadas leitoras,
Com os melhores e efusivos cumprimentos,
apresentamos o 95o número da Revista das Academias de Letras, Órgão de
divulgação oficial da Federação das Academias de Letras do Brasil, a FALB,
tradicional entidade cultural brasileira que foi a responsável em 2024, entre
outros, pelo reingresso, ao universo acadêmico da Academia de Letras do Estado
do Rio de Janeiro (ACLERJ), da qual o fundador Modesto de Abreu fez
parte do processo de criação da Federação das Academias de Letras, e segue
apoiando novas e válidas iniciativas do academicismo como a implantação da
Academia Brasileira de Letras do Cárcere e da Academia Brasileira de Artes
Carnavalescas, recentemente implantadas
na antiga capital federal. A primeira, uma entidade literária dedicada à
promoção da cultura e da expressão artística dentro do sistema prisional,
presidida pela Dra. Silvana Santos, tendo o Ex-juiz de Segundo Grau do Tribunal
de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) Dr. Siro Darlan como vice presidente e a
segunda, uma iniciativa para celebrar a memória do mais popular gênero musical
brasileiro, tem como presidente o carnavalesco Milton Cunha e vice Célia
Domingues.
Há cerca de noventa anos consecutivos que a
Federação das Academias de Letras abraça muitas iniciativas literárias e
cultuais válida para a inserção e a integração da nação brasileira num todo.
Mas, vamos retroceder no tempo, sempre: - Em 1935, o professor Modesto de Abreu
teve como sucessor na presidência da Academia Carioca de Letras, que advinha do
antigo grupo da arcádia denominada Academia Pedro II, o intelectual baiano Afonso
Costa, oriundo da Academia de Letras da Bahia – da qual foi um dos
criadores -, que promoveu nova reforma dos Estatutos da ACL, adotando entre
outras alterações a fixação dos mandatos em dois anos. E a fundação de uma
unidade federativa para unir as Academias de Letras do território brasileiro
resultou de uma indicação feita pelo próprio Afonso Costa, em nome da Academia
Carioca de Letras, ao 1º Congresso de Escritores, ou melhor, de Academias de
Letras e sociedades propagadoras de cultura literária, que se realizou no Rio
de Janeiro em 1936, sob a presidência do eminente mestre Fernando Magalhães, da
Academia Brasileira de Letras; começando a funcionar naquele ano, passaram por
sua presidência nomes respeitáveis da Cultura nacional e que nos sentimos no
dever de recordar alguns. O primeiro, por exemplo, foi o gaúcho Emílio
Fernandes de Souza Docca, general e historiador, que junto alguns outros
membros acadêmicos ainda postulavam que a Federação das Academias de Letras não
se envolva em política. A resistência ao debate político-partidário sempre
esteve presente. Mas isso não quer dizer que a entidade tenha permanecido
inerte em momentos cruciais da fragílima democracia instaurada no país e
periodicamente ameaçada.
Do entusiasmo do 1º Congresso de Academias e
Sociedades de Cultura Literária, do qual resultou a fundação, em 1936, da
Federação das Academias de Letras do Brasil, tida então como um verdadeiro
senado da literatura brasileira, com três Delegados para cada Estado, faria
surgir, um ano depois, em 1937, a Revista das Academias de Letras.
Como uma das revistas mais antiga das Américas,
precedida à Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, que está
circulando regularmente desde 1839, e à Revista Brasileira, que é uma revista
criada em 14 de julho de 1855 e que, atualmente, funciona como Revista da
Academia Brasileira de Letras, o retorno da Revista das Academias de Letras (do
Número 92, em diante, desde 2022) é prova de que a publicação, que tende a ser
a tradutora de tudo que ali se passa na FALB, retrata, fielmente, o valor literário
e a fortaleza de ânimo de seus componentes de ontem e de hoje, que vivem e
sofrem, em cada ano que passa, a beleza do lema dos nossos confrades da
Academia Cearense de Letras, que os norteia: FORTI NIHIL DIFFICILE - Nada é
difícil aos corajosos!.
Há 80 anos atrás, em 1945, o volume de número 59 da
Revista das Academias de Letras, de certo foi um dos melhores e mais volumosos
desse órgão da Federação das Academias de Letras do Brasil, então dirigido pelo
escritor Othon Costa. A colaboração era variada e interessante,
inclusive com notas biográficas. No ‘Momento Literário’ da mesma, tido como uma
das melhores seções da Revista, respondia longamente o inquérito cultural, o
acadêmico Raul de Azevedo, que também era o orador oficial da FALB em
solenidades culturais. Nessa ocasião, evocando o regionalismo no Brasil, estava
assim constituída a diretoria federativa: Presidente Dr. Noraldino Lima
(Academia Mineira e Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais), Vice Raul
Monteiro (Academia Pernambucana), 1º Secretário Mario Linhares
(Academia Cearense), 2º Secretário Benjamim Vieira (Academia Goiana),
Tesoureiro Dioclécio Duarte (Academia Norte-rio-grandense),
Bibliotecário José Vieira (Academia Paraibana), Diretor da Revista Othon
Costa (Academia Carioca) e Comissão Permanente: General Souza Docca (Academia
Sul-rio-grandense), Desembargador Carlos Xavier Paes Barreto (Academia
Espírito-santense) e Desembargador Alfredo de Assis (Academia
Maranhense).
Alguns anos depois, na década de 1970, alguns
baluartes acadêmicos como Othon Costa – sempre Diretor da Revista -, ainda
permanecia na FALB. E em 1971, era eleito para a presidência da Federação das
Academias de Letras, o acadêmico alagoano Mendonça Júnior, Delegado da
Academia Alagoana de Letras, que conseguiu um novo convênio governamental para
a publicação de dois números da Revista das Academias de Letras, que foram
publicados sob a direção do ex-presidente, o acadêmico paraibano Horácio de
Almeida, Delegado da Academia Paraibana de Letras. Em um desses números (o
de nº 78), emitiu Horácio estes conceitos com os quais manifestamos o nosso
perfeito acordo: «Todo o mundo sabe que o regionalismo no Brasil jamais
insulou o escritor no meio provinciano, nem seria possível insular, porquanto
inexistem, por sorte nossa, variações dialetais que apartem entre si os grupos
sociais. O que a diversidade geográfica tem criado no setor da orientação
literária não vai além de tendências regionais, muitas das quais se refletem
nesta Revista, como a contribuir para um melhor enriquecimento das letras
pátrias».
Além de pregar um regionalismo acendrado em suas
publicações, um dos sonhos do escritor e jornalista Tobias Pinheiro Filho,
último ex-presidente da Federação das Academias de Letras do Brasil (e também
da Academia Carioca de Letras), antes de morrer, em 21 de agosto de 2019, era
acertar e retomar as atividades da FALB que estavam parcialmente paradas em
meados de 2017. E ele faleceu aos 93 anos, lúcido e ativo, juntando material
para esse afã, mesmo morador de Engenheiro Coelho (SP), cumprindo promessa
feita aos antigos confrades e confreiras no Rio de Janeiro.
A partir de 2022, a atual presidência e diretoria
da entidade deu pleno seguimento ao trabalho de Tobias e, principalmente, à
dedicação de Francisco Silva Nobre a essa casa confederativa conclamada
“Senado da Cultura”. Logo que assumi o cargo de Presidente da FALB, percebi que
o tempo e o abandono estavam diluindo e consumindo o que restava da história da
Federação das Academias de Letras. Atento aos acontecimentos da última década
que envolvia o nome da entidade, resolvi pesquisar a fundo e a campo
(Biblioteca Nacional e Arquivo Nacional, por exemplo), buscando as razões dos
nebulosos e tristes altos e baixos constantes de sua história, que já
insistiram esconder. O conhecimento é o resultado de um processo; e a minha
proposta como autor é que os acadêmicos e acadêmicas procurem, acima de tudo e
despojados de paixões, refletir sobre a magnificência desta nobilíssima
instituição, fundada em 1º de julho de 1936, pelo Primeiro Congresso das
Academias de Letras e Sociedades de Cultura Literária realizado no país.
Além de trazer de volta a lume, esse importante e
histórico órgão de divulgação da FALB, que é a Revista das Academias de Letras,
criada em 1937 e que havia parado no volume de número 91 no biênio 2003/2005,
estamos lutando para a recuperação total da Academia de Letras do Estado do Rio
de Janeiro, a ACLERJ e da tradicional Academia Guanabarina de Letras (cujos 80
anos de criação festivamente comemoramos em nossa sede própria em agosto de
2023); da veneranda Sociedade de Homens de Letras do Brasil e da Academia
Brasileira de Trova, assim como da Academia Brasileira de Literatura – ABDL e
do Cenáculo Brasileiro de Letras e Artes – CEBLA.
Assim como pautou a Academia Guanabarina de Letras,
a FALB denota o ensejo de não deixar fenecer a Academia Internacional de
Letras, que foi instituída por Alice de Oliveira em 10 de maio de 1977,
estando como patrono o ex-Presidente Juscelino Kubitschek. Tendo prestado bons
serviços à cultura do País e suas reuniões no auditório ‘J.E. Pizzarro
Drummond’, na sede da Federação, tinham sempre bom público, chamando a atenção
pela sua seleção e organização, tal qual a Academia de Letras do Estado do Rio
de Janeiro, citada mais acima. Fundada em 15 de junho de 1978, logo após a
unificação do território dos Estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, com a
finalidade de incrementar as atividades literárias da nova unidade federativa e
contribuir para o engrandecimento da literatura nacional, promovendo a
realização de cursos em nível nacional, conferências, palestras e publicações
especializadas, como sua tradicional Antologia Acadêmica, que parou de
circular. O fundador da Academia e seu presidente até dezembro de 1994 foi o
eminente escritor e professor Modesto de Abreu – um dos criadores da Academia
Carioca de Letras e da FALB -, que desenvolveu uma série de expressivas
realizações, colocando a instituição entre as mais ativas e brilhantes do Rio
de Janeiro.
A nossa revista, a despeito da longa idade, encara
sempre novos desafios, como narrar histórias, depois de muitas pesquisas, de
Academias de Letras e sociedades literárias que estavam longe até de seus
próprios diretores da atualidade. São revisitados nomes e lugares. Por exemplo,
nessa edição histórica, é evidenciado o 50º aniversário da instalação de sua
sede própria no Edifício do IHGB no ano em que é comemorado o 89º aniversário
de fundação da FALB.
Desejo
aos leitores desta publicação momentos de gratificação intelectual, com o que
se estará consagrando trabalho que honra uma das mais altas tradições da
história quase nonagenária da Federação das Academias de Letras do Brasil,
reconhecida como de Utilidade Pública pelo Decreto Federal nº 1670, de
24/05/1937, no 116º da independência e 49º da República pelo Presidente Getúlio
Vargas.
Senhoras e senhores, sejamos uma excelente leitura!
Salve o academicismo brasileiro!
89 anos da FALB e 50 de sua sede própria, Viva!
Thiago de Menezes
Editor da Revista das Academias de Letras
Jornalista (MTB 0038494/RJ) e Presidente da FALB
Rio de Janeiro, RJ, 28 de novembro de 2025.
2025 - Ano Antônio Saturnino de Mendonça Junior



