domingo, 31 de julho de 2022

Concurso Literário da FALB reverencia Darcy Ribeiro

 

Concurso Literário reverencia o centenário de 

Darcy Ribeiro (1922-1997)


                      O imortal Darcy Ribeiro (Foto Acervo Jornal O GLOBO)

    

No ano em que Darcy Ribeiro completa 100 anos, o sociólogo, antropólogo, professor, escritor, indigenista, imortal da ‘Academia Brasileira de Letras’, ex-ministro da educação e da casa civil, é homenageado com um Concurso Literário, à nível nacional, pela “Federação das Academias de Letras do Brasil”, a FALB, em conjunto com o Instituto CANOA e apoio do Jornal DR1.

    A “Federação das Academias de Letras do Brasil” foi idealizada pelo escritor, filósofo, historiador e crítico literário Affonso Costa e fundada na cidade do Rio de Janeiro em 01 de julho de 1936 – pelo Primeiro Congresso das Academias de Letras e Sociedades de Cultura Literária realizado no país, reunido no Rio de Janeiro, de 03 a 16 de maio de 1936, por iniciativa da Academia Carioca de Letras, no edifício do antigo Syllogeu Brazileiro, sob a presidência do Dr. Fernando Magalhães da ‘Academia Brasileira de Letras’ - e reconhecida como de Utilidade Pública pelo Decreto Federal nº 1670, de 24/05/1937 e pela Lei Estadual nº 24, de 15/12/1960), com sede própria – cujo direito de uso, gratuito, exclusivo e perpétuo, lhe foi assegurado pela Lei nº 2554, de 03.08.1955 - e foro na cidade do Rio de Janeiro, RJ, funcionando no 3º andar do edifício “Pedro Calmon” do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro – IHGB, localizado na Glória, no Rio de Janeiro. Se primeiro dirigente foi o dicionarista Laudelino Freire, também imortal da ‘Academia Brasileira de Letras’.

    Também sediado no centro do Rio de Janeiro, o Instituto CANOA nasceu em defesa do legado imaterial, inestimável e necessário à humanidade criado pelo homem de muitas causas, feito Patrono daquela Instituição, o próprio professor Darcy Ribeiro. O CANOA visa a recuperação do personagem imprescindível na construção das políticas de educação no Brasil; afinal Darcy Ribeiro foi responsável pela fundação da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), bem como pela criação de um generoso projeto de educação em tempo global no Estado do Rio de Janeiro (os CIEPS). 

    Viva Darcy Ribeiro!


PRÊMIO LITERÁRIO CENTENÁRIO DE DARCY RIBEIRO

CONCURSO DA FALB COM O INSTITUTO CANOA E APOIO JORNAL DR1

REGULAMENTO

 

I - OBJETIVO: Revigorar a memória centenária de Darcy Ribeiro, valorizar sua histórica contribuição à cultura e à cidadania, assim como seu empreendedorismo na educação brasileira.

II – TEMA: Temas livres, mas para texto corrido (crônicas) denotando a atualidade brasileira.

III – CONTEÚDO: Observados o tema para o prêmio, a matéria deverá expressar, por exemplo e sugestão, o pensamento livre do autor sobre a atualidade cultural e ou literária sociologicamente em contribuição na vida jurídica, cultural e político-administrativa do Estado do Rio de janeiro e do Brasil; poderá também indicar fatos relevantes para a Memória do Centenário de Darcy Ribeiro; relatar fatos da sua trajetória diversificada e evolução do pensamento sociológico no Brasil e a relevância do legado de sua obra literária, evidenciando a contribuição de professores e alunos na vida do Estado e do País.

IV – PARTICIPANTES: Estudantes, maiores de dezoito anos, e profissionais de qualquer área.

V – APRESENTAÇÃO: Em Língua Portuguesa, gramaticalmente correta na nova ortografia, datilografado ou digitado, em papel A4, espaço simples, letra Arial, corpo 12, em no mínimo 2 (duas) laudas e no máximo 10 (dez) laudas (excluindo as relacionadas com a bibliografia, tabela, gráficos, ilustrações e anexos, se por ventura houverem), devidamente numeradas.

VI – OS TRABALHOS: As participações, não serão devolvidas, deverão ser remetidas em três vias, sob pseudônimo, para a FALB - Rua Teixeira de Freitas, nº 5, 3º andar – Lapa – Rio de Janeiro –R.J. - CEP: 20 021 – 350 – constando no envelope os dizeres: Prêmio Centenário de Darcy Ribeiro – Concurso Literário. Em cada uma das três vias do trabalho constará o pseudônimo sob qual o candidato está concorrendo. As três vias deverão estar lacradas dentro de envelope. O candidato deverá entregar ainda, junto ao mesmo, outro envelope menor, devidamente lacrado, contendo: a) o nome completo do (a) autor (a); b) endereço; c) telefone; d) e-mail; e) pseudônimo; f) resumo do curriculum vitae.

VII – INFORMAÇÕES: Obtidas no e-mail federacaodasacademiasdeletras@gmail.com

VIII – PREMIAÇÃO: O 1º colocado será premiado com Troféu. Os trabalhos que não obtiveram o 1o lugar poderão receber menção honrosa e medalhas. A todos os trabalhos inscritos que tiverem preenchido os requisitos do Regulamento do Concurso serão conferidos diplomas de participação.

IX – PRAZO: As participações deverão ser entregues na portaria do Edifício Pedro Calmon (IHGB), onde funciona a FALB ou serem postadas no Correio, impreterivelmente, até 30 de setembro de 2022.

X – JULGAMENTO: As participações que atenderem às exigências do regulamento serão protocoladas, registradas e julgadas por Comissão Especial designada pela Diretoria da FALB em conjunto com o Instituto CANOA. Do julgamento não caberá recurso. As premiadas poderão ser publicadas na Revista da FALB.

XI – OUTORGA DOS PRÊMIOS: O resultado do concurso será anunciado até o dia 15 de outubro de 2022 no Blog e na Page da FALB, além de avisados via e-mail e a outorga dos prêmios será feita em sessão solene comemorativa de seu centenário.

XII – DISPOSIÇÕES GERAIS: Os casos omissos serão resolvidos pela Comissão deste concurso.



 

segunda-feira, 6 de junho de 2022

Heloisa Aleixo Lustosa, Rio perde a presidente da ABA!


Heloisa Aleixo Lustosa, a icônica

Sinônimo de arte, elegância e grande cultura, o Rio de Janeiro se despede de sua grande dama das artes plásticas


por Thiago de Menezes *


Heloisa Aleixo Lustosa de Andrade (na foto de Marcelo Borgongino em destaque, com o antiquário e acadêmico das artes, Paulo Roberto Barragat) que marcou a vida cultural brasileira com sua atuação fundamental, partiu no domingo, 05 de junho de 2022. O Rio de Janeiro cultural está de luto pela perda de um nome ícone e destaque quando o assunto era arte e museologia. Personalidade de primeiríssima linha, a senhora Lustosa presidia a tradicional “Academia Brasileira de Artes”, mas era conhecida do grande público e dos culturetes de carteirinha por ter dirigido o MAM, o Museu Nacional de Belas Artes, o Museu de Imagens do Inconsciente e foi pioneira em levar para o Rio de Janeiro, dando acesso ao grande público, exposições de artistas internacionais como Monet, Rodin, Salvador Dalí e Eugène Boudin. 

Na atualidade, além de ter sido presidente da “Academia Brasileira de Artes”, onde dinamizou a entidade que completa 80 anos em 2022, atuou como Membro do Conselho Deliberativo do Museu de Arte Moderna (MAM) e Membro do Conselho Executivo da Unesco e Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, além de ter sido integrante do Conselho Empresarial de Cultura da Associação Comercial do Rio de Janeiro. A “Academia Brasileira de Arte” foi fundada em 1942, por inspiração de Ataulfo de Paiva, para culto da arte em sete de suas manifestações: pintura, escultura, arquitetura, literatura, teatro, música e crítica/história das artes. Teve como fundadores figuras do porte de, entre outros, Eliseu Visconti, Heitor Villa-Lobos, Alceu Amoroso Lima, Roquette Pinto, Leopoldo Gottuzzo (que também se destacaria como imortal da co-irmã “Academia Brasileira de Belas Artes”) e Gustavo Capanema. Aliás, e justamente em sucessão ao próprio ministro Gustavo Capanema, na cadeira 20, Heloísa integrava a Arcádia desde 1986, tendo sido recebida pelo escritor Marcos Almir Madeira, que também era presidente do PEN Clube do Brasil.

A presença de Heloisa (acima em outra foto de Marcelo Borgongino em confraternização da “Academia Brasileira de Arte”), na cena artística do país, foi marcante: A convite do governo russo estagiou no Museu Ermitage assim como no Museu de Arte Moderna de Paris, também a convite do governo francês, de quem, aliás, recebeu a ‘L’Ordre des Arts et des Lettres’, no grau de Chevalier. Por todo seu grande trabalho em prol das artes plásticas, sobretudo na capital fluminense, Heloisa recebeu o Título de Cidadã do Estado do Rio de Janeiro, em 2002, na ALERJ, além de outras justas homenagens.

Como escritora, além de ter publicado livros como ‘O Mundo de Taizi Harada - as Quatro Estações 20 Dias pelo Brasil’ e ‘Romero Britto: Flying fish & Mickey Mouse’ mais o ‘Acervo Museu Nacional de Belas Artes’, resgatava as memórias de sua família, muito conhecida, em Minas Gerais. Filha do advogado, professor, jurista, jornalista e político Pedro Aleixo (1901 – 1975), vice-presidente da República impedido de assumir quando Costa e Silva teve uma trombose, em 1969. Heloisa contava que o político mineiro – natural de Bandeirantes, distrito de Mariana - e fundador da extinta UDN virou persona non grata dos militares porque se recusou a assinar o AI-5, em dezembro de 1968. Cassado em outubro de 1969, o ex-vice foi perseguido pelo regime até a sua morte, nos anos 70. Entretanto, como vice-presidente da república, Aleixo foi o último nesta condição a exercer a presidência do Senado Federal. Assumiu a presidência da república no mês de abril de 1967, em razão de uma viagem de Costa e Silva ao Uruguai.

Viúva de Carlos Lustosa de Andrade, engenheiro civil da turma de 1948 da Escola de Engenharia de Minas Gerais, responsável por diversos projetos de construção civil representativos dos anos 60 e 70, na Zona Sul do Rio de Janeiro, inclusive do prédio onde Heloísa vivia no apartamento de cobertura, ela mantinha intenso convívio no mundo cultural carioca, prestigiando sempre amigos e empreendimentos acadêmicos e de preservações artísticas. Não fazia distinções entre acadêmicos, tampouco intrigas nos lugares onde atuou. Era séria, clássica e incentivava o jovem, valorizando o resgate histórico das entidades e afins. Minas Gerais, além dos rituais hospitaleiros, contribuiu com a presença festejada de Heloísa Aleixo Lustosa no mundo cultural. E ela será reverenciada e será lembrada, na imortalidade, sempre!

* Thiago de Menezes é presidente da "Federação das Academias de Letras do Brasil - FALB", membro correspondente da Academia Carioca de Letras e diretor da FALASP - Federação das Academias de Letras e Artes do Estado de São Paulo. 


 

FOTO SAUDADE - Assim ela gostaria de ser lembrada: Como presidente da “Academia Brasileira de Arte”, a ABA, Heloísa Aleixo Lustosa, de verde, aparece cercada pelos membros acadêmicos, e, na extrema direita, o Secretário Geral da Academia, Victorino Chermont de Miranda, atual presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Na foto, vemos ainda, entre outros, o escritor e dramaturgo Sergio Fonta (atual presidente da Academia Carioca de Letras) e o escritor, ensaísta e historiador de temas culturais Sylvio Lago, além da arqueóloga Maria Beltão, do antiquário Paulo Roberto Barragat, colecionador de arte antiga, do maestro Marlos Nobre, do ensaista Patrick Meyer, de Hildegard Angel (presidente do Instituto Zuzu Angel), do compositor e homem de carnaval Haroldo Costa, do designer gráfico Victor Burton, considerado o maior capista do mercado editorial brasileiro, além do acadêmico Mário Mendonça, considerado o maior artista brasileiro de arte sacra contemporânea, com quadros no Museu do Vaticano e em várias coleções e igrejas do mundo. (Registro de Marcelo Borgongino).


 

 

 

sexta-feira, 27 de maio de 2022

Instalação da "Academia Brasileira de Letras da Magistratura"

 

Instalação da Academia Brasileira de Letras da Magistratura 

FALB e FALASP representada na instalação da Academia Brasileira de Letras da Magistratura e posse da nova Diretoria do Instituto dos Magistrados do Brasil


    No último dia 09 de maio, o Instituto dos Magistrados do Brasil realizou a instalação da “Academia Brasileira de Letras da Magistratura” e posse da nova Diretoria do “Instituto dos Magistrados do Brasil”. O evento aconteceu no Museu da Justiça do Estado do Rio de Janeiro, na sala onde em 07 de dezembro de 1940, foi promulgado o Código Penal e seguiu para o Órgão Especial do TJRJ, onde aconteceram os discursos e o coquetel de confraternização. A instalação da Academia foi o último marco da gestão do Desembargador Fábio Dutra à frente da presidência do IMB. “A Academia Brasileira de Letras da Magistratura é um sonho de muitos magistrados, e isso vem se concretizar hoje como os acadêmicos e quem iniciariam. E hoje nós temos 18 acadêmicos que darão início ao projeto, e hoje a academia está vinculada ao MP. E esperamos que futuramente ela possa estar com autonomia”, afirmou o Desembargador Fábio Dutra.


    O jornalista e escritor itapirense Thiago de Menezes, presidente eleito da ‘Federação das Academias de Letras do Brasil’, esteve presente ao evento, quando representou Itapira e foi recepcionado, junto com a Vice-Presidente da FALB e CEO do Jornal DR1, a jornalista e advogada Ana Cristina Campelo de Lemos Santos, pelo juiz-auditor Edmundo Franca de Oliveira. Representando a ‘Academia Brasileira de Letras’, estava o imortal Carlos Nejar e o pastor David Antunes representou a ‘Academia Brasileira Teológica de Letras’. O evento também contou com a presença do atual ministro e presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Fux, que recebeu também o diploma de acadêmico. “Agradeço a academia, e como ressaltei no início eu me sinto na minha casa. Agradeço a todas as mulheres presentes, desembargadores e a todos”, declarou Fux. O jornal DR1 entrevistou o atual presidente do IMB, Petterson Barroso. “É muito importante existir o IMB porque ele é um centro de cultura e excelência que levar e traz a cultura de um estado para o outro, trazendo atualização e informações ao jurídico para todos os magistrados”, disse.

    O Desembargador Henrique Carlos de Andrade abordou a educação em seu discurso. “É sempre muito bom quando nós tomamos iniciativas voltadas em favor da cultura. A nossa educação, em termos de Brasil, sofre muito com o problema de formação, como a formação dos jovens. É preciso desenvolver iniciativas grandiosas, onde vamos cuidar da nossa gente, e contribuir pra nossa sociedade. Tenho certeza que a academia inicia uma vida rica e contribuição para a sociedade”, explicou o desembargador. Já o Desembargador Willian Douglas declarou sobre a importância do evento: “Nós temos uma associação que é inteiramente importante, porque elas conversavam, dialogam, se corrigem e se motivam. Então, nós temos o IMB fazendo esse trabalho e a partir de hoje, a Academia Brasileira de Letras da Magistratura irá reunir escritores. Estamos muito felizes por iniciarmos”.

 (Matéria e foto: Press DR1 e FALASP)

domingo, 1 de maio de 2022

AILA PERDE ARGEMIRO REPAS

 

Acadêmico Argemiro Repas (1936 – 2022)!

A Baixa Mogiana perde um ícone do jornalismo regional e prestigiado membro da Academia Itapirense de Letras e Artes

Faleceu em Mogi Mirim (SP), na madrugada de 30 de abril de 2022, o jornalista e radialista Argemiro Cifuentes Repas, mais conhecido como Miro Repas, aos 85 anos. Ele era, desde 1999, membro titular efetivo da Academia Itapirense de Letras e Artes, da qual foi um dos grandes divulgadores na imprensa regional. O presidente da entidade, - atualmente coordenada pelo P.E.N. Clube de Itapira -, o escritor e também jornalista Thiago de Menezes, declarou “Diríamos, sem receios (exatamente por que tivemos a ventura de conhecê-lo bem pelos muitos anos de convivência semanal) que Argemiro Repas não era um homem comum: possuía luz própria na abrangência de sua inspiração jornalística e também a literária que concebeu centenas de crônicas imortalizadas no contexto de uma notável fluência de ideais que sempre defendeu de maneira obstinada. Miro lapidou um modelo próprio que definiu sua diretriz de vida passada e repassada em múltiplas vertentes exercidas no dia a dia de um enfrentamento abastecido de sadio idealismo em tantos objetivos alcançados.”.

Natural de Pirajuí - interior de São Paulo, onde nasceu em 18 de maio de 1936, Miro Repas se tornou referência do jornalismo mogimiriano, ao lado de outros grandes expoentes da área de comunicação, como os saudosos Valter Abrucez e Arthur de Azevedo, além de Mauro Adorno. Miro era dono de um texto ímpar, um poeta, muitas vezes comparado ao renomado jornalista e sociólogo Joelmir Beting. Segundo o Portal da Cidade de Mogi Mirim, “Ele tinha a arte de ‘bricar’ com as palavras, deixando sua marca em todos seus textos, fossem crônicas ou reportagens”. Na década de 1980, ele trabalhou nos jornais O Impacto e O Regional, sendo que neste último, assinava uma coluna famosíssima, com o pseudônimo de Leon de Passargada. Essa coluna seria publicada, anos depois, no jornal A Cidade de Itapira, onde ele trabalhou por longos anos, praticamente toda a década de 1990 e de 2000.

Argemiro também marcou história na rádio, com boas histórias contadas na emissora Rádio Cultura de Mogi Mirim. Miro Repas integrou uma época de ouro do rádio AM do interior, principalmente através dos microfones da Rádio Cultura, cuja famosa equipe era composta por Alair Belini, Roberto Rola Leite, Lalo Franco Ortiz. Orlando Pintaca Branzatto, Dito Rocha, Eurico Madeira, Genézio, Edson Roberto "Mosquito" Costa, Carlos Roberto Botelho, Sidney Barbosa Lima, Sr. Mello, Jair Martins, Osvaldo Custódio, Maria Airam, Mogino a Mogianinho, Nelson Patelli Filho, Artur de Azevedo, Luiz Cardoso, Orlindo Marçal,, Valter Abrucez, Gebe, Ávaro Garcia Novo, (O Guto),Camilo, Alberto Cesar Iralah, André Luiz Avalino, Jaçanã, Zé da Serra, Nhô Zóli, Jair Barbosa Martins,  Luiz Carlos Índio Vital, Fernando Oliveira de Abreu Sampaio - este, dirigindo - ao lado do seu pai e mestre Antônio Carlos de Abreu Sampaio; Aluízio Nogueira, Álvaro Alves, Odinovaldo Dino Bueno, Carlos Mathias, Paulo Roberto Tristão, Benegas,  Chilin, Dilson Antônio Albuquerque, José Lúcio Goi, José Carlos Tinini e outros grandes radialistas e homens de comunicação que conviveram entre si durante praticamente trinta anos, do começo dos anos 1980 até meados dos anos 2000, quando o rádio começou a perder sua força.

Argemiro Cifuentes Repas foi amigo de Laudo Natel (o famoso “Governador caipira”), que também era de sua região natal, tendo feito notórias incursões na política. Por pelo menos 10 anos esteve assessor nas Administrações Municipais, dos ex-prefeitos Netto e Ricardo Brandão. Na redemocratização do país, Repas fez campanha ferrenha para o então candidato do MDB ao Governo de São Paulo, André Franco Montoro, que acabaria sendo eleito. Enfrentou a ditadura militar sendo um ardoroso defensor da emenda das Diretas Já (Dante de Oliveira). Para Miro, o que importava era a democracia e a liberdade do povo brasileiro. Tanto que era respeitado tanto pela direita quanto pela esquerda. A verdade é que ele não tinha desafetos políticos, sendo considerado um autêntico diplomata. Fidalgo e dono de um bom humor espetacular, preferia resolver tudo com uma boa conversa regada a cerveja e muita música. Eminentemente musical, Miro era aficionado pela boa MPB e foi, ainda, amigo do compositor Tito Madi, que também era nascido em Pirajuí, terra natal também da socialite Carmen Mayrink Veiga, nascida Solbiati, e da ex-primeira Dama do Estado de São Paulo, d. Maria Zilda Gamba Natel, mulher de Laudo Natel; todas personalidades com as quais ele conviveria em sua mocidade.

Miro Repas costumava fazer as coberturas da Prefeitura, às vezes, sem precisar sequer ouvir os prefeitos. Pela experiência e convivência com os políticos, já sabia qual seria a resposta.  Respeitado, Miro tornou-se "guru" político. Muitos candidatos e até eleitos a diversos cargos o procuravam com frequência para conversar sobre a gestão mogimiriana e, é claro, recebiam valiosas dicas. E o jornalista da velha guarda, Miro acompanhou a modernização na área de comunicação e era destaque nas redes sociais. Mantinha sua página no Facebook sempre atualizada com textos informativos e que faziam muita gente refletir. Ele deixa a esposa Mariti, com quem tinha dois filhos.

As almas iluminadas têm passaporte carimbado pelos deuses do Olimpo. Essa bênção, com certeza, conduziu Miro Repas para a galáxia mais elevada das constelações do Criador. Descanse em paz, nobre jornalista e acadêmico. E que essa mesma santa paz lhe sirva para moldar traços arquitetônicos no seu eterno panteão da saudade. Argemiro Cifuentes Repas (1936 - 2022).

sexta-feira, 29 de abril de 2022

ACADIL perde Roberto Machado Carvalho

 

Acadêmico Professor Roberto Machado Carvalho 

(1932 - 2022)



O adeus ao querido mestre que se dedicou às causas santas e históricas, em uma vida rica de atuações em escolas e Academias de Letras. Estudioso da história de Itu e do interior paulista dedicou-se à produção jornalística de perfis biográficos

Por Thiago de Menezes*

 

Através da Associação Brasileira de Pesquisadores de História e Genealogia, a ASBRAP, a Federação das Academias de Letras do Brasil (FALB) e sua congênere paulista, a FALASP, recebeu a triste notícia do falecimento, na capital paulista, do Professor Roberto Machado Carvalho, que foi um dos fundadores e presidente da ASBRAP (2003 a 2005), além de presidente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (1999 a 2001).

Seu legado para a história de Itu é louvável. Escreveu a biografia da Venerável Madre Maria Teodora Voiron (do colégio do Patrocínio, hoje candidata a Santa), de João Tibiriçá Piratininga, e do Santo de Itu - Padre Bento Dias Pacheco, além do escritor Francisco Nardy Filho. Publicou também livros sobre a Convenção Republicana de Itu e sobre a Escola Estadual “Regente Feijó”. Foi Secretário de Cultura do Município de Itu (2001-2004), onde também foi atuante no Rotary Clube ituano e exerceu a função de conselheiro do Condephaat - Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico de Itú. Para comemorar o 4º Centenário de Itu, reuniu os principais artigos em jornais na obra “Quatro séculos de Itu”, em dois volumes, num total de 628 páginas. Dedicou-se à produção jornalística de perfis biográficos, sendo colaborador semanal do jornal ituano “A Federação”.

O Professor Roberto Machado Carvalho foi membro fundador da Academia Ituana de Letras (ACADIL), onde ocupava a Cadeira nº 24, cujo patrono é o Dr. Antônio de Almeida Prado e posteriormente seu representante na Federação das Academias de Letras do Brasil (FALB). A ACADIL decretou luto oficial por 3 dias. Foi membro da Academia Paulista de História; da Academia Cristã de Letras; da Academia Cultural e Artística de Tietê, pois, além de ter sido presidente do INEVAT - Instituto de Estudos do Vale Médio do Rio Tietê, era “Cidadão de Tietê” e da Academia Itapirense de Letras e Artes (de Itapira, SP), cidade onde tinha muitos amigos e empreendeu famosa noite de autógrafos, com palestra, sobre a Madre Maria Teodora Voiron e suas vicissitudes. Pertenceu a diversas instituições culturais, dentre elas a Associação Paulista de Imprensa e a União Brasileira de Escritores (UBE), de São Paulo.

Nascido em 18 de fevereiro de 1932, em Itu, onde frequentou o curso primário no antigo Grupo Escolar “Cesário Motta”, onde também foi professor, e estudou no Instituto de Educação “Regente Feijó. Licenciado em História e Geografia pela USP; pós-graduado em História do Brasil, tendo como orientador o Professor Sérgio Buarque de Holanda; e em História Social pela USP, com o orientador professor Pedro Brasil Bandechi. Foi professor do ensino médio no Estado de São Paulo, inclusive nos antigos Institutos de Educação de Tietê e “Regente Feijó”, em Itu, aposentando-se em 1986, após 30 anos de serviço. Também lecionou nas Faculdades de Filosofia, Ciências e Letras das Cidades de Itu (Nossa Senhora do Patrocínio), Marília (UNESP) e São Paulo (Moema e Pinheiros).

A missa de sétimo dia pela alma do professor e historiador de Itu, Roberto Machado Carvalho, será realizada no último sábado, dia 23 de abril, às 16h, na Igreja do Patrocínio em Itu. Roberto faleceu no domingo, 17 de abril, em São Paulo, aos 90 anos, por infecção pulmonar. Ele foi enterrado no túmulo da família no Cemitério da Saudade de Itú. Deixou viúva Octacília Naghirniac, de família oriunda da Romênia, com quem teve duas filhas: Silvia Narghirniac Carvalho e Sonia Narghirniac Carvalho. Deixa os netos Tullus Ullus Bergmann Filho, a bióloga Dra. Jéssica Carvalho Bergmann, o advogado Ivan Carvalho Ellero e Caio Carvalho Ellero; além, entre outros, do irmão Raul Machado Carvalho, do site Grande Itu.

 

*Membro Vitalício da Federação das Academias de Letras do Brasil, o escritor e jornalista (MTB 0038494/RJ) Thiago de Menezes é sócio correspondente, decano, da Academia Ituana de Letras (ACADIL), além de presidente da FALASP. Contatos: thiagorfmenezes@yahoo.com.br

quarta-feira, 6 de abril de 2022

Lembranças da escritora Lygia Fagundes Telles

 

 

Lembrança de Lygia Fagundes Telles (1918 – 2022)

 
Lygia,  em 1954, São Paulo (Acervo IMS)

O escritor Thiago de Menezes, da Federação das Academias de Letras do Brasil, homenageia a escritora nas redes sociais com citações de suas lembranças pessoais da autora de 'As Meninas', 'Ciranda de Pedra' e 'Antes do Baile Verde', ainda afirmando a verdadeira idade da imortal da ABL e APL:


“Lygia teve uma vida regada a muita inspiração. E dizia, “existe uma palavra que saiu de moda e, no entanto, é insubstituível na terminologia da criação: a inspiração”. E acredito que essa mesma inspiração, fizeram dela, uma das mais importantes escritoras brasileiras. Assim como acredito que a sua inspiração acabou inspirando gerações de escritores, como marcou variadas gerações de leitores por décadas. Posso até dizer que fui um deles, pois o lado contista de Lygia é contagiante, a ponto de impulsionar a mente para deixar fluir a imaginação.

Pois bem, a verdade é que conheço, ou conheci Lygia, praticamente da vida toda. Desde a mais tenra infância, não só pelos livros que minha mãe, leitora voraz e bibliotecária, devorava, mas pela presença da mesma na cidade da minha infância, Araras (SP), onde ela passou boa parte de sua vida através dos laços que o casamento com Goffredo da Silva Telles Júnior, o grande jurista e professor de direito, impulsionariam entre a gente ararense com a qual ela conviveria anos seguidos.

Quando dona Carolina Penteado da Silva Telles fez 100 anos, eu, ainda menino e já militando no jornalismo, colaborando com os jornais Tribuna do Povo, de Araras, e Tribuna de Itapira, escrevi, nesse último, uma reportagem de página completa sobre o fato. Afinal, era a matriarca de uma das mais importantes famílias remanescentes dos tempos do baronato do café, cuja descendência teve origem em Fernão Dias Pais Leme. Dona Carolina era filha da famosa dona Olivia Guedes Penteado - verdadeira mecenas da arte brasileira e uma das impulsionadoras da Semana de Arte Moderna de 1922 – e proprietária da tradicional Fazenda Santo Antônio, em Araras. Propriedade rural essa, tão importante quanto foi a fazenda Empyreo, de Yolanda de Ataliba Nogueira Penteado, da mesma linhagem do pai de Carolina, Ignácio Penteado. Fora que Yolanda havia sido casada, em primeiras núpcias e antes de dourar o seu brasão com a epígrafe dos Matarazzo, com um Silva Telles. E foi através de dona Carolina, que Lygia se misturou à gente ararense, que havia se acostumado com a nata da intelectualidade artística que frequentava todas aquelas herdades.

A romancista e contista que recebeu os prêmios Jabuti, APCA e Camões, distinção maior em língua portuguesa pelo conjunto da obra, era, ainda, uma mulher de sociedade. Uma mulher do mundo. Do grande mundo e da velha São Paulo ‘quatrocentona’, como diria Tavares de Miranda, o colunista que foi imortal da 'Academia Paulista de Letras', a mesma entidade que engalanou suas portas para receber Lygia, que também seria recebida – glória maior – na 'Academia Brasileira de Letras', sendo a terceira mulher a ingressar naquele sodalício e ainda na 'Academia de Letras de Campos do Jordão' e na 'Academia de Letras da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco'.

Lygia Fagundes Telles, autografando um livro em 1958 (Acervo IMS)

Através do casamento com Goffredo, que ainda criança conviveu com Mário de Andrade, Lygia, teria contato com grandes nomes da política, das artes e da sociedade paulistana. Mas ela já era escritora e como o marido, também formada pelas Arcadas (Turma de 1945, ele da de 1933). Pois bem, Goffredo fora casado em primeiras núpcias, no ano de 1939, com Elza Bueno Xavier da Silva, a Zita, uma sobrinha de meu tio Affonso Bueno (descendente direto de Anhanguera II, patriarca de grande parte da gente bandeirante), que era casado com minha tia Alice Galembeck. Com Zita ele teve seu primeiro filho, ou melhor, seu primeiro Goffredo, pois o segundo seria com Lygia, com quem se casou um pouco mais tarde. Triste destino, tanto Zita como Goffredinho faleceriam cedo, deixando o pai e marido inconsolável, o que só mudaria quando conheceu Lygia de Azevedo Fagundes.

Lygia casou-se com seu primeiro marido, Goffredo, em 17 de abril de 1947, 02 dias antes de completar 29 anos. No registro de casamento sua data de nascimento é clara: 19 de abril de 1918, mesmo a imprensa toda e algumas entidades terem dado 1923 como o ano de seu nascimento. Lygia foi registrada no cartório de registro civil de Santa Cecília (São Paulo, SP) em 23 de abril de 1918 com 04 dias de idade. Poucos dias depois foi batizada na paróquia da Consolação em 03 de maio de 1918. Portanto, não faleceu no domingo 03 de abril com quase 99 anos e sim com quase 104 anos, extremamente longeva. Mas, a verdadeira idade de Lygia acabou vazando quando teve de juntar documentação a respeito da sua sucessão. Virou um segredo de polichinelo na Academia Paulista de Letras. Fora dali, poucos sabiam, creio que somente eu e o escritor e jornalista Gabriel Kwak, meu confrade na 'Academia de Letras de Campos do Jordão'. Sabia que ela era mais velha que minha tia avó, Myrthes, essa de 1920, pois tinham uma amiga em comum cuja idade oscilava entre 1919 a 1922: Cinzica Monti Rolli, também escritora, porém com breve atuação.


Certidão de casamento de Lygia de Azevedo Fagundes (da Silva Telles), nascida em 1918

E falando na “Montanha Magnífica”, quando ingressei nessa prestigiada entidade, ‘apadrinhado’ por gente como Cecília Murayama e Oswaldo Sangiorgi, tive o prazer de conviver um pouco mais com Lygia, que reinava na cidade sempre ciceroneada pelo Arakaki Masakasu, o célebre secretário geral da 'Academia de Letras de Campos do Jordão', a qual me aproximou também de Gabriel Kwak. E o próprio Gabriel, viu uma vez Lygia (que votou nele, inclusive, para ingressar naquela entidade), comentando numa roda que estava rasgando muita coisa do seu arquivo, inclusive cartas, para que não atribuíssem a ela que tivesse namorado este ou aquele. Nélida Piñon o disse que o pouco arquivo que Lygia juntou - e doou ao Instituto Moreira Salles - foi por influência dela, Nélida, que "guarda tudo", inclusive, notas de aula e várias versões dos seus romances. E no quesito namoro, Lygia namorou Moacyr Werneck de Castro.

Os primeiros livros de Lygia ela os renegou e se tornaram raridades, itens de colecionador, como ‘Porão e sobrado’, ‘Praia viva’ e ‘O cacto vermelho’. Agora, mais valiosos ainda. Descanse em Luz, Lygia Fagundes Telles, escritora e mulher – ofício e condição duplamente difíceis de contornar - que ouvia duzentas e noventa e nove vezes o mesmo disco, lembrava poesias, sonhava, inventava, abria todos os portões quando via a alegria instalada em si!”.

Thiago de Menezes

da Federação das Academias de Letras do Brasil e da Academia de Letras de Campos do Jordão.



Foto saudade: Na ABL, na primeira filha, da direita para a esquerda: Lêdo Ivo, Lygia Fagundes Telles e Jorge Amado; na segunda fileira, também da direita para a esquerda: Rachel de Queiroz, Eduardo Portella, Marcos Almir Madeira (então presidente do PEN Clube do Brasil) e Sábato Magaldi e na terceira e última fileira, também da direita para a esquerda: Alberto Venâncio Filho, João Ubaldo Ribeiro, Cândido Mendes e Sérgio Paulo Rouanet, mais Tarcísio Padilha (em pé). 

(Reprodução)


segunda-feira, 14 de março de 2022

 

Medalha MARQUESA DE SANTOS ao Prof. Evandro

 

O escritor, poeta e educador Francisco Evandro de Oliveira, natural do Rio de Janeiro (RJ), que é detentor de um vastíssimo currículo, do qual se extrai muitas distinções: como oficial da reserva do Exército, professor de Matemática e Física, pós-graduado em Psicopedagogia e especializado em Planejamento Educacional e em Medidas de Aceleração de Aprendizado; foi galardoado agora em março de 2022 com a Medalha MARQUESA DE SANTOS, da FALASP em parceria com a ANCEC, condecoração outorgada à personalidades culturais pelos conjuntos de suas obras. A entrega aconteceu no Rio de Janeiro na sede da ZMF Editora, dirigida pela poetisa, acadêmica e ativista cultural Zélia Fernandes, também presidente da Sociedade de Cultura Latina do Rio de Janeiro.

D. Domitila de Castro Canto e Melo (1797 – 1867), pela primeira vez homenageada em honraria, exerceu grande influência durante o reinado do primeiro imperador do Brasil. A FALASP - Federação das Academias de Letras e Artes do Estado de São Paulo faz um papel de recuperação histórica no sentido de tentar preservar nomes influentes para a história sociocultural paulista. A Comenda D. Domitila de Castro, a Marquesa de Santos – FALASP / ANCEC “Símbolo da força da mulher paulista” teve seu lançamento oficial em 25 de novembro de 2019, durante solenidade da ANCEC e FALASP no Teatro Firjan SESI Centro - Av. Graça Aranha, centro do Rio de Janeiro.