segunda-feira, 14 de março de 2022

 

Medalha MARQUESA DE SANTOS ao Prof. Evandro

 

O escritor, poeta e educador Francisco Evandro de Oliveira, natural do Rio de Janeiro (RJ), que é detentor de um vastíssimo currículo, do qual se extrai muitas distinções: como oficial da reserva do Exército, professor de Matemática e Física, pós-graduado em Psicopedagogia e especializado em Planejamento Educacional e em Medidas de Aceleração de Aprendizado; foi galardoado agora em março de 2022 com a Medalha MARQUESA DE SANTOS, da FALASP em parceria com a ANCEC, condecoração outorgada à personalidades culturais pelos conjuntos de suas obras. A entrega aconteceu no Rio de Janeiro na sede da ZMF Editora, dirigida pela poetisa, acadêmica e ativista cultural Zélia Fernandes, também presidente da Sociedade de Cultura Latina do Rio de Janeiro.

D. Domitila de Castro Canto e Melo (1797 – 1867), pela primeira vez homenageada em honraria, exerceu grande influência durante o reinado do primeiro imperador do Brasil. A FALASP - Federação das Academias de Letras e Artes do Estado de São Paulo faz um papel de recuperação histórica no sentido de tentar preservar nomes influentes para a história sociocultural paulista. A Comenda D. Domitila de Castro, a Marquesa de Santos – FALASP / ANCEC “Símbolo da força da mulher paulista” teve seu lançamento oficial em 25 de novembro de 2019, durante solenidade da ANCEC e FALASP no Teatro Firjan SESI Centro - Av. Graça Aranha, centro do Rio de Janeiro.

quarta-feira, 9 de março de 2022

 

 

NOVA DIRETORIA DA “ACADEMIA DE LETRAS DE CAMPOS DO JORDÃO” – Gestão 2022 / 2026

 


Pelo presente a FEDERAÇÃO DAS ACADEMIAS DE LETRAS DO BRASIL, denominada pela sigla F.A.L.B., de CNPJ nº 31.886.047/0001-28 e com sede própria à Rua Teixeira de Freitas nº 5, 3º andar (Sala 303), Lapa, Rio de Janeiro, RJ, comunica os membros eleitos da nova DIRETORIA DA “ACADEMIA DE LETRAS DE CAMPOS DO JORDÃO” (fundada em 1981) para a gestão 2022/2026:

 

Presidente: Adriana Harger*

Cadeira: 07 - patrono: José do Patrocínio

*Professora, escritora e empresária

 

Vice-Presidente: Carlos Alberto Machado*

Cadeira: 14 - patrono: José Carlos de Macedo Soares

*Médico e escritor

 

Tesoureiro: Edmundo Ferreira da Rocha*

Cadeira: 29 - patrono: Guimarães Rosa

*Advogado e escritor

 

2o. Tesoureiro: Tibério Cabral Cordeiro*

Cadeira: 28 - patrono: Erasmo Braga

Industriário e poeta

 

Secretário: Benilson Toniolo*

Cadeira: 36 - patrono: Luis Arrobas Martins

*Professor e escritor

 

2o Secretária: Vera Lúcia Villas Boas*

Cadeira: 24 - patrono: Olavo Bilac

*Bibliotecária


 A presidente empossada, Acadêmica Adriana Maria Russo Moysés Harger, com o ex-presidente Acadêmico Benilson Toniolo durante solenidade da “Academia de Letras de Campos do Jordão” 


A “Academia de Letras de Campos do Jordão” realizou sessão solene para dar posse à nova presidente, Acadêmica Adriana Maria Russo Moysés Harger, no dia 5 de março de 2022, sábado, às 15 horas, no Plenário da Câmara Municipal de Campos do Jordão, gentilmente cedido (Rua Inácio Caetano, 490, em Abernéssia).

Contatos com a Academia: academiadeletras.cjordao@gmail.com

"Academia Piracicabana de Letras": 50 anos de fundação !

 

Academia Piracicabana de Letras: 50 anos de fundação

Federação das Academias de Letras do Brasil se junta às comemorações dessa efeméride

 

No ano de 1974 a Federação das Academias de Letras do Brasil, a FALB, fundada em 1936, listava e reconhecia no Rio de Janeiro a Academia Piracicabana de Letras, da cidade de Piracicaba, interior de São Paulo. E logo, era designada Delegada da Academia Piracicabana de Letras na FALB a escritora e folclorista Odette Coppos (1916 – 2009), que havia tomado posse na mesma no ato de abertura, quando recebeu do fundador da entidade, João Chiarini, o título de “Africanóloga” pelos seus trabalhos em prol das manifestações folclóricas de matizes africanas como as congadas, as quais ela reuniu material inédito e publicou no livro “Congadas” que lançou em 1971 pela Editora Pongetti, do Rio de Janeiro. Na Academia Piracicabana de Letras, onde Odette Coppos – nascida em Itapira (SP), mas então residente no Rio de Janeiro – ocupava a cadeira patronímica da Princesa Isabel, a ‘Redentora’, fizeram parte de seu quadro acadêmico, ainda, os escritores Júlia Luiz Ruete, criadora da Academia de Letras da Mantiqueira (de Águas de Lindóia, SP) em 1972, Walmira Vieira Malfatti e Thiago de Menezes, fundadores da Academia Itapirense de Letras e Artes, a AILA, que listada com a Academia Piracicabana de Letras integrava a extensa e minuciosa relação das Academias de Letras do território nacional listadas pela Federação das Academias de Letras do Brasil em sua ‘Revista das Academias’, nova fase, publicada em 1998.


Em 1972, o intelectual João Chiarini, escritor e folclorista de renome nacional, realizou a primeira Sessão Magna da Academia Piracicabana de Letras na unidade do Centro da Faculdade de Odontologia de Piracicaba, evento que contou com a participação do Conjunto Coral São Luís e Dragões da Independência da Polícia Militar. João Chiarini, nascido em Piracicaba, a 17 de novembro de 1919, onde também faleceu em 18 de setembro de 1988, foi além de escritor e folclorista, jornalista atuante na imprensa de Piracicaba e região, professor, político e também advogado. É sabido que a ideia da criação da Academia Piracicabana de Letras surgiu, inicialmente, em meados dos anos 1960, na Livraria Pilão (então, instalada na Galeria Gianetti no centro da cidade), de propriedade do próprio João Chiarini. A criação da Academia veio a se consolidar a partir de 1970, com o apoio do jornal “0 Diário”, em cujas instalações se redigiu o esboço do primeiro estatuto. Inicialmente, a Academia Piracicabana de Letras não deveria seguir os moldes tradicionais das academias congêneres, sendo idealizada mais como uma entidade de estudos literários e artísticos, aberta especialmente aos jovens talentos piracicabanos. Dirigindo a Academia Piracicabana de Letras de 1972 até meados de 1988, João Chiarini congregou à mesma, valores notáveis como o memorialista piracicabano Professor Haldumont Nobre Ferraz (1927 – 2008), que seria conhecido no interior paulista como escritor, genealogista e também historiador.

Um estudo, publicado em 1986 por Haldumont Nobre Ferraz, que também foi membro do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba e da Academia Paulistana de História, versava sobre a criação da APL: “Não obstante o fato de haver realizado a sua primeira Sessão Magna somente em 1972 (a 11 de Março), a Academia Piracicabana de Letras começou a sua existência dois anos antes. Criada pelo intelectual João Chiarini, eminente folclorista, professor e advogado, com objetivos os mais nobres que caracterizam as Academias de Letras, porém com especial ênfase ao estímulo e apoio aos jovens à produção literária.” Segundo Haldumont Nobre Ferraz, João Chiarini, o fundador da APL, assinalava: “Os velhos escritores piracicabanos, como Francisco Lagreca, Sud Mennucci, José de Oliveira Alcântara Machado (que foi presidente da Academia Brasileira de Letras), Mário Neme, Hildebrando Magalhães, morriam e seus nomes caíam no esquecimento. Nomes de ruas, todos, de todas as origens; nunca os de escritores piracicabanos.”

O fundador da Academia Piracicabana de Letras, João Chiarini, escritor, folclorista, professor e advogado

Nos idos de 1970, a Academia de Letras já estava em funcionamento, com outra perspectiva, criando-se a figura do acadêmico com seus patronos. O memorialista Haldumont Nobre Ferraz esboçaria um levantamento histórico dos principais acontecimentos da Academia Piracicabana de Letras, de 1972 a 1986, onde um dos detalhes importantes está no fato, resgatado pelo próprio, de Juscelino Kubitschek de Oliveira, ex-presidente do Brasil e com os seus direitos políticos cassados naquela oportunidade, ter sido da primeira turma de acadêmicos de Piracicaba, tendo recebido o diploma e escolhido como patrono a poeta Cecília Meirelles.

Hoje em dia, tanto João Chiarini como Haldumont Campos Ferraz, são reverenciados em Piracicaba, sendo ambos os nomes de escolas municipais e de vias públicas. Depois de anos turbulentos como foram 2020 e 2021, a APL (Academia Piracicabana de Letras) retomou suas atividades presenciais, obedecendo a todos os protocolos sanitários. No ano passado, aconteceu a primeira reunião anual da diretoria executiva, com várias resoluções: retomada gradual das atividades com reuniões rotineiras (pessoais ou virtuais) da diretoria executiva; encontros com associados conforme normas sanitárias estadual e federal (a discutir); Eleição da nova diretoria da APL para o triênio 2021/2024; lançamento da próxima Revista APL; seleção dos candidatos à galeria acadêmica para vagas disponíveis na entidade; utilização de banco digital para cobrança das semestralidades e para uso da APL na rotina financeira; escolha da comissão dos 50 anos que irá definir a programação a ser realizada agora em 2022.

Em 1987, a Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) declarou, por meio de lei, a Academia Piracicabana uma entidade de utilidade pública. “Cada cidade tem uma cultura muito particular, que deve ser tratada por instituições e escritores que conhecem as realidades históricas dos moradores locais. A APL passa a ser a representante na cidade quando o assunto é literatura, pois, reúne importantes escritores que conhecem Piracicaba e os piracicabanos. De forma voluntária, esse grupo de acadêmicos trabalha pela literatura local em diversas frentes e ações”, declarou em entrevista concedida à jornalista Cristiane Bonin do JP (Jornal de Piracicaba) pelo atual presidente da APL, Vitor Pires Vencovsky.

“Conforme os Estatutos Sociais sobre as atividades da APL, a associação tem por objetivo congregar escritores, incentivar pesquisas e estudos sobre a literatura, desenvolver e apoiar iniciativas de cunho literário junto ao Poder Público e entidades particulares, incentivar e orientar jovens escritores, divulgar os grandes vultos da literatura e realizar a publicações de livros, revistas e conteúdos digitais. Apesar de a pandemia de covid-19 ter influenciado nas ações da Academia, o presidente da APL tem, em seus projetos futuros, fazer a retomada de três eventos: Flipira (Festa Literária de Piracicaba) em parceria com outras instituições literárias; Semana Thales Castanho de Andrade; e realizar convênio com a Prefeitura de Piracicaba.” Vejam a reportagem completa de Cristiane Bonin em https://www.jornaldepiracicaba.com.br/academia-piracicabana-de-letras-comemora-50-anos-de-fundacao/?fbclid=IwAR3GtpSIQElnp1i9GezCUBPsDVZA5qRiJxDwAb2A6uuXBdfc4ZFmAaVhxx8

Matéria da Gazeta de Piracicaba também sobre os 50 anos da APL

Obs: Além da Academia Piracicabana de Letras a Federação das Academias de Letras do Brasil reconhece também o Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba.

 

Visita de José Renato Nalini, presidente da Academia Paulista de Letras à Academia Piracicabana de Letras (matéria da TRIBUNA de 2019).


Academia Piracicabana De Letras,

CNPJ 54.014.808/0001-57

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras 2022

Presidente – Vitor Pires Vencovsky

Contato: acpiracicabanadeletras@gmail.com

 

Matéria: Secretaria de Comunicação da FALASP

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Homenagem a Theresa Amayo (1933 – 2022)


Theresinha e "A Fabulosa Estória de Roque Santeiro e Sua Fogosa Viúva. A Que Era Sem Nunca Ter Sido", ou melhor, "Roque Santeiro", da obra de Dias Gomes

 

Homenagem a Theresa Amayo (1933 – 2022)


Quando, no meu afã perante à FALASP (Federação das Academias de Letras e Artes do Estado de São Paulo) e no bravo resgate também da teledramaturgia brasileira, condecorei vários artistas no Rio de Janeiro e principalmente aos que estavam ligados à  primeira versão da novela "Roque Santeiro" (1975), polêmica obra televisiva que foi censurada pelo regime militar. Com mais de 70 anos de carreira, Theresa Amayo, que foi uma das primeiras estrelas da arte televisiva, foi premiada e reverenciamos os dias em que atuou como Mocinha, a pueril noiva de Roque (Francisco Cuoco) e filha de Dona Pombinha, então vivida pela querida Eva Tudor, que também foi lembrada nessa feliz ocasião junto ao Haroldo Costa. "Roque Santeiro", produção que não pode ser exibida pela Rede Globo, teve a direção de Daniel Filho e a atriz Theresinha Amayo, também uma das primeiras contratadas da emissora e que fez parte do elenco de grandes produções que ainda vivem na memória dos telespectadores, deixou saudades. E ela morreu na madrugada desta segunda-feira (24/01/2022), aos 88 anos, no Rio de Janeiro. Minha antiga vizinha de Laranjeiras, um papo agradável, mãe de minha saudosa amiga Lys, amiga e afilhada de Dulcina - talvez um dos maiores nomes do teatro brasileiro - vai deixar saudades e muitas. Gratíssimo por tanto e muito, até breve Theresinha


(C. Thiago de Menezes, presidente da FALASP, triste!)




sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Livro “GALENBECK, a Saga de uma Família” em Mogi Mirim


“GALENBECK, a Saga de uma Família”

Pré-lançamento de obra que retrata a trajetória da família prussiana Galenbeck acontecerá em Mogi Mirim e a obra enfoca ainda outros imigrantes como os Legutke e os italianos Gagliardi

A família Galenbeck, que deixou sua marca em muitas cidades em que participaram de suas formações, tem sua história contada no livro “GALENBECK, a Saga de uma Família”, de autoria do presidente da FALASP – Federação das Academias de Letras e Artes do Estado de São Paulo, o escritor e jornalista Thiago Galenbeck de Menezes.

O pré-lançamento oficial do livro “GALENBECK, a Saga de uma Família”, de Thiago Galenbeck de Menezes, publicado pela Editora Futurama, será no dia 20 de outubro de 2021, a partir das 19h30min, no Centro Cultural “Lauro Monteiro de Carvalho e Silva” (à Av. Santo Antônio, 430. Centro - Mogi Mirim, SP). A noite de autógrafos será em prol do Lar Santo Antônio.

Com apresentação do escritor e jornalista Gabriel Kwak, membro da Academia Paulista de Jornalismo (APJ) e com capa do premiado cenógrafo, artista plástico e diretor de arte Alberto Camarero, o livro tem suas orelhas a cargo do escritor e pesquisador Alberto de Oliveira, que também luta na recuperação de nomes e famílias perdidas na memória brasileira.

Além de enfocar a família prussiana Galenbeck, a obra “GALENBECK, a Saga de uma Família”, de Thiago Galenbeck de Menezes, traz a história detalhada da chegada de outros imigrantes alemães como os Legutke, que fizeram parte da formação de Leme, entre outras, assim como detalha a chegada e trajetória de imigrantes italianos como os Gagliardi e os Boro, além de contar passagens sobre os Salviato (do interior do Espírito Santo), os Sani e os Nicoletto, que em algum momento se cruzam historicamente com os Galenbeck. Também a família Mähl tem sua trajetória narrada em detalhes, pois a matriarca Christina Mähl foi casada com Guilherme Galenbeck, o patriarca que deixou a Pomerânia no ano de 1857 e veio tentar a vida no Império do Brasil, que vivia um momento de grandes transformações econômicas e sociais.

E na histórica Mogi Mirim, também fizeram história e deixaram suas marcas, como podemos observar numa das apreciações da obra: “O Brasil é um país feito por imigrantes: Em 1874 o primeiro imigrante prussiano chegado em Mogy Mirim, Johann Friedrich Wilhelm Galenbeck, protestante, ficava noivo de Ambrosina d’Oliveira Souza, filha de Francisco Eleutério de Souza e Althenia Ferreira de Souza, ambos católicos e de antigos troncos mogimirianos. De Mecklenburg-Vorpommern às terras mogianas, o caminho foi longo e esse resgate é uma forma trazer à vida a memória de tradicionais antepassados e assim estabelecer ou fortalecer relações pessoais imediatas, assim como reverenciar a memória das cidades, onde os Galembeck, oriundos da Alemanha Oriental, fincaram laços. Em 1883, na Igreja de São José, era batizado Arthur Galembek, filho de Guilherme Galenbeck e Amélia Carolina, filha do Major Victor Arigny Villares da Cunha e de Rosa Maria Torriani, descendente do capitão Venâncio Maria Torriani, que em Mogy Mirim fora juiz de órfãos, vereador por duas legislaturas (entre 1829 e 1834). Casados pelo Vigário José Maria Cardoso de Vasconcellos, tendo como testemunhas o Capitão Venâncio Ferreira Alves Adorno e Joaquim Ferreira Alves Adorno, o casal teve 08 filhos que se espalharam pelo interior paulista”. (da redação)

Matéria no jornal A Gazeta Itapirense: 

https://gazetaitapirense.com.br/thiago-menezes-lanca-livro-que-fala-de-sua-descendencia-prussiana/?fbclid=IwAR073ipAc3farr5TSa70KCpg4s1Q61OJmd0Z3Lajsk0Im4CMIcXC3BeaRZc

Mogi Mirim comemora 252 anos e pré lança obra do presidente da FALASP


Mogi Mirim divulga programação de aniversário de 252 anos

Por Anderson Mendes (Jornal O POPULAR)



    Em um ano ainda atípico, mesmo com a flexibilização das restrições impostas pela pandemia de Covid-19, o município comemora 252 anos no próximo dia 22 de outubro.
Para celebrar esta data, a Secretaria de Cultura e Turismo coordena uma programação cheia de ações culturais e de valorização da história de Mogi Mirim elaborada em parceria com diversos segmentos artísticos.

    Os eventos seguirão os protocolos estabelecidos pelo Plano São de Paulo de combate ao novo coronavírus, sendo recomendado o uso de máscaras e a proibição de aglomerações.

    Nestas comemorações, toda a população é convidada a participar. Confiram os eventos que acontecerão entre os dias 15 e 30 de outubro, nos mais diferentes locais e horários. 

    Em destaque, na programação:

20/10 (quarta-feira) – Pré-lançamento oficial do Livro “GALENBECK, a Saga de uma Família”, de Thiago Galenbeck de Menezes *

A partir das 19h30

Local: Centro Cultural de Mogi Mirim "Profº Lauro Monteiro de Carvalho e Silva", localizado na Avenida Santo Antônio, 430, centro de Mogi Mirim, SP.

Com participação especial do músico Pietrus.

Noite de autógrafos em prol do Lar Santo Antônio (A Sociedade de Santo Antônio de Mogi Mirim, também conhecida por Casa de Santo Antônio ou Lar Santo Antônio, é uma associação civil, sem fins lucrativos, que tem por objetivo acolher e prestar os cuidados necessários, em regime residencial para idosos acima de 60 anos. Foi fundada em 1986, por iniciativa do Sr. João Bernardi, sendo que a sede situada na Rua Manaus, n°226, Bairro Jardim Getúlio Vargas, em Mogi Mirim – SP foi construída com ajuda da comunidade em terreno doado pela Prefeitura Municipal de Mogi Mirim.).




*de tradicional troncos mogimirianos, o escritor e jornalista Thiago Galenbeck Gagliardi de Menezes, é residente em Itapira (onde nasceu) e preside o P.E.N. Clube de Itapira e a FALASP – Federação das Academias de Letras e Artes do Estado de São Paulo, essa sediada em Águas de Lindóia. Além de atuar com afinco no Conselho Municipal de Esportes e Lazer de Itapira, Galenbeck é membro vitalício da Federação das Academias de Letras do Brasil, a FALB, e diretor da ‘Academia Brasileira de Belas Artes - ABBA’, órgão consultivo do Governo Federal, além de Adido de Imprensa da ‘ACONBRAS - Associação dos Cônsules no Brasil’, centralizada na capital paulista.

Publicado pela Editora FUTURAMA, de São Paulo, o Livro “GALENBECK, a Saga de uma Família”, de Thiago Galenbeck de Menezes, tem apresentação de Gabriel Kwak, mais conhecido pelos seus chapas de “Senador”, é jornalista, revisor, escritor e membro da Academia Paulista de Jornalismo (APJ) e da Academia de Letras de Campos do Jordão, da qual Galenbeck de Menezes também integra o sodalício acadêmico. A obra tem capa do premiado cenógrafo, artista plástico e diretor de arte paulistano Alberto Camarero e orelhas a cargo de Alberto de Oliveira, historiador, escritor e poeta natural de Jundiaí, que iniciou em 2012 uma parceria de pesquisas sobre figuras transgressoras e marginais do Brasil de outrora, focalizando personalidades e famílias polêmicas. A dupla 'Os Albertos' são autores de “Cravo na Carne - Fama e Fome”, publicado pela Veneta em 2015, como resultado de uma dessas pesquisas, sobre as faquiresas do Brasil, além de “Suzy King, a Pitonisa da Modernidade” e “Divina Valéria”, recentemente lançado. (Da Redação)


domingo, 3 de outubro de 2021

Acadêmica Marita Vinelli Baptista de Sá Fortes Pinheiro

 

 

À Marita Vinelli, impulsionadora da FALASP, nossa homenagem!

 

Thiago de Menezes*

 

Conforme escreveu o jornalista e reitor da Universidade Santa Úrsula, Paulo Alonso, a última semana de setembro foi marcada por uma tristeza absolutamente profunda. Três personagens culturais dos mais queridos se foram deixando uma lacuna imensa em todos nós que, com o passar dos anos e décadas, aprendemos a admirá-los, pela construção dos seus trabalhos.

E em sua coluna no jornal Monitor Mercantil, Paulo Alonso, meu estimado confrade dos bons tempos da “Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro – ACLERJ”, citou que Luís Gustavo (o Tatá), ator mágico e dono de uma versatilidade notável, partiu, e com ele um enorme vazio foi aberto no mundo das artes; Marita Vinelli, poeta das mais sensíveis e delicadas, titular de várias Academias de Letras, também nos deixou; assim como o empresário José Eduardo Guinle, um homem visionário e que sempre esteve à frente do seu tempo e que conhecia tudo de turismo, hotelaria e marketing, morreu.

Mas a morte da ensaísta, conferencista, escritora, poetisa premiada e acadêmica Marita, ou melhor, de Marita Vinelli Baptista de Sá Fortes Pinheiro, profundamente me toca, nos toca, pelos longos anos de amizade aliados ao carinho e respeito mútuo. Carinho grande que fez recebe-la, com a dignidade que a mesma merecia, em minha cidade natal, quando esteve na região de Itapira, pela primeira vez. Marita foi uma das verdadeiras incentivadoras para que se criasse a FALASP, nossa “Federação das Academias de Letras e Artes do Estado de São Paulo, depois que lancei a ideia de tentar unir as Arcádias paulistas sob o comando da Federação das Academias de Letras do Brasil, a FALB, fundada em 1º de julho de 1936 por Afonso Costa, um dos fundadores da Academia de Letras da Bahia em 1917, durante o primeiro Congresso de Academias de Letras no Brasil.

Marita Vinelli, conde Thiago de Menezes, Denise Teixeira e F. Silva Nobre durante as festividades iniciais da abertura da FALASP

Na ocasião, Francisco Silva Nobre, então na presidência da FALB, anunciava transformar o velho ‘Senado da Cultura’ – como muito bem o proclamou o mestre Paulino Jacques - em um órgão maior no sentido de atuar como entidade catalizadora das Letras e Artes. Marita era a atuante e respeitada Diretora Cultural da FALB e logo ajudou a organizar uma excursão para levar os acadêmicos até a Estância de Águas de Lindóia, onde seria fundada a FALASP. Foram dias maravilhosos e de muito trabalho, onde o espírito da amizade verdadeira e fraterna prosperou entre os participantes desses memoráveis encontros. Daí víamos o primordial uso da palavra federativa a fim de pregar a união dentro das manifestações literárias paulistas e paulistanas.

Inicialmente, a FALASP, com o aval da FALB, teve uma trajetória marcada pela restauração de antigas agremiações e ordens de mérito, oficializações de honrarias, concursos literários e dezenas de publicações. A criação da FALASP, paralela à congênere FALARJ (que não havia sido oficializada em cartório e tampouco na Receita Federal) impulsionaria o nascimento de outras Federações brasil afora, o que motivou constantes viagens dos acadêmicos paulistas e cariocas a esses estados. Marita foi entusiasta dessas ideias todas, tendo ido também a Minas Gerais.

Falar de Marita Vinelli Baptista e sua carreira poética é um ato generoso do coração. A conheci há muitos e muitos anos atrás, quando cheguei à FALB no começo da década de 1990, ao tempo da plêiade de Tobias Pinheiro, quando a entidade, da qual ela integrava a Diretoria, já tinha passado pela reforma estatutária, proposta anos antes por um ex-presidente, o Dr. Adelmy Cabral Neiva, professor de direito internacional público, de direito privado e procurador. Ao lado de Messody Ramiro Benoliel e de Ricardina Marques Silva (Yone), a confreira Marita Vinelli Baptista de Sá Fortes Pinheiro, eram, comigo as únicas ainda vivas dos primeiros dias aqui rememorados e integrantes da última diretoria que vigorou na FALB, já novamente conduzida por Tobias Pinheiro.

A poetisa Marita Vinelli, Rio de Janeiro, década de 1940

Membro titular da “Academia Luso-Brasileira de Letras” (onde ocupava a cadeira 29, cujo patrono é Olavo Bilac e que tinha como fundador Henrique Orciuoli e como ocupante anterior, o legendário A. Machado Pauperio), e da “Academia Nacional de Letras e Artes”, Marita era membro vitalício da Federação das Academias de Letras do Brasil, reconhecida como de utilidade pública pelo Decreto Federal nº 1670, de 24/05/1937 e pela Lei Estadual nº 24, de 15/12/1960 -, Marita Vinelli subiu degraus dentro da literatura tendo ingressado no PEN Clube do Brasil e na “Academia Carioca de Letras” (instituição também conhecida como ‘Casa de José de Anchieta’), onde passou a ocupar a Cadeira 28, cujo Patrono é Tito Lívio de Castro e que teve como ocupantes anteriores, os acadêmicos Saladino de Gusmão, Pádua de Almeida e Fernando Sales. Marita pertenceu, ainda, à “Academia Brasileira de Literatura” também designada pela sigla ABDL, e prestou efetiva e dinâmica participações em outras entidades, como a “Sociedade Eça de Queiroz” (que surgiu como herdeira do antigo ‘Club do Eça’, que funcionou no Rio de Janeiro, nos anos 40, 50 e 60), onde também fora Diretora Cultural, e ainda à “Academia Pan-americana de Letras e Artes” e ao “Cenáculo Brasileiro de Letras e Artes”.

Destaque nas colunas sociais para o casamento da poetisa Marita Vinelli Baptista

Marita era filha do médico e professor Vinelli Baptista e viúva do também médico e docente Luiz Carlos de Sá Fortes Pinheiro e que ambos integraram a “Academia Nacional de Medicina”. E o casamento dela foi algo duradouro e marcante, tendo sido muito elogiado na década de 1950, quando o Rio de Janeiro ainda era a Capital da República. O jornal A NOITE, em sua edição de 05 de janeiro de 1953, trazia reportagem da cronista social Dyla Josetti, onde focalizava Marita em seu casamento que foi recheado de pura poesia. Naqueles anos, a poetisa, que havia lançado em 1948 o livro "No Vale Verde do Meu Sonho", pela Tipografia Batista de Souza, frequentava eventos literários no famoso Palacete ‘Trisantópolis’, - à margem da Lagoa Rodrigo de Freitas em plena avenida Epitácio Pessoa -, que queria dizer a Vila das Três Flores, idealizado pelo poeta Faustino Nascimento, sob inspiração da Grécia e em homenagem dedicada à sua esposa Maria Consuelo e às suas filhas Marilurde e Elomar; assim como as reuniões culturais na residência do professor e senhora Antônio Augusto Xavier, onde se reunia o corpo diplomático e o alto mundo carioca. E no mesmo ano de 1953, a Editora Irmãos PONGETTI, lançava no Rio de Janeiro, o compêndio poético ‘Tu chegaste, primavera’, de autoria de Marita Vinelli Baptista, que também publicaria, nas décadas seguintes muitos discursos de posse e outras alocuções acadêmicas, além do compêndio poético “Vou cantar até morrer”.

Marita Vinelli Baptista, sempre noticiada nos jornais cariocas da década de 1950.

E conforme ainda escreveu a dramaturga, escritora, professora e advogada Míriam Halfim (minha confreira na “Academia Carioca de Letras”, a ACL) em 2019, sobre Marita, que embora homenageada na ACL já estava afastada do convívio social e cultural com seus pares acadêmicos: “Assim é que ela pode até esquecer do muito que viveu, sofreu e ensinou nesse quase centenário de vida, mas em nós fica a lição para que não a esqueçamos. Fazer cultura é uma benção”. E a vida poética de Marita Vinelli Baptista de Sá Fortes Pinheiro, notadamente uma das mais importantes intelectuais brasileiras, foi realmente uma benção ultrapassada mais de 98 anos de vivências. Vai deixar saudades e um lindo legado cultural. Viva Marita Vinelli, personificação da integridade em nossa vida literária. Saudade e gratidão!

 

*Thiago (Galenbeck Gagliardi) de Menezes é presidente da “Federação das Academias de Letras e Artes do Estado de São Paulo – FALASP”, membro vitalício da “Federação das Academias de Letras do Brasil – FALB” e membro correspondente da “Academia Carioca de Letras”.